Descobertas

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Estava tomando banho quando olhei pela frestinha da janela e percebi que tem uma frutinha nascendo na maior árvore aqui do quintal.  A gente sempre chamou de “ameixa amarela mas joguei aqui no google e descobri que é a tal da nêspera que não sei por que sempre achei que fosse um tipo de laranja.Descobri também que tem dois limoeiros carregados e um pé de mexerica. Ou seja, logo poderemos saborear mais três frutas (quer dizer, o limão já estamos conseguindo consumir). Além disso aqui tem uma jabuticabeira, dois pés de manga, um mamoeiro, uma pimenteira e mais algumas flores espontâneas. Lembro que tinha um pé de manjericão imenso, mas não sei o que rolou que tiraram… E eu sou muito apaixonada por manjericão.

Engraçado como a gente as vezes olha pras coisas mas não as vê. Isso se tornou normal, mas não é natural. Nosso natural é viver mais devagar, é observar e absorver as coisas, é ter tempo de conversar com calma, mas tá todo mundo no corre. A gente sempre encontra os amigos e eles (ou a gente mesmo) dizem que “só vim dar um oi rapidinho porque tô com pressa”, e quando a gente se dá conta mais uma semana passou e cadê? O que a gente fez com o tempo que escapou por entre os dedos feito água?

Eu sei que a gente tem que seguir em frente com a vida mas eu sinto uma saudade tão grande de uns tempos. Tempos que não tinham telefone pra tirar nossa atenção enquanto estamos com as pessoas, um tempo em que as coisas pareciam não passar tão depressa e a gente conseguia encontrar os amigos, conversar e rir um tanto sentado na praça. A gente vivia mais devagar. O ano demorava pra passar. Hoje a gente pisca é janeiro. Pisca de novo é dezembro.

Eu viajei na conversa, mas é por que no final das contas a gente não conseguir apreciar as coisas e observar nosso entorno tem a ver com as vidas corridas que a gente leva. Mas eu tô me recusando a seguir esse script. Tô me recusando a viver na correria e falar isso de boca cheia. Eu sei que tá tudo errado nesse sistema que acaba com o nosso tempo, mas se a gente puder resistir, que assim seja.

 

Casa

Sou uma pessoa visual e sempre quis que minha casa atendesse aos meus gostos estéticos. A casa onde moro é própria e foi construída num momento em que a gente precisava se mudar, já que a casa onde vivemos anteriormente tinha apenas três cômodos. Quando fomos construí-la, 20 anos atrás, não pensamos na estética (naquela época eu ainda era criança e nem palpitava em nada) e agora, 20 anos depois, fazendo a reforma, consegui opinar e colocar um pouquinho do que eu gosto também.

Hoje acordei e me deparei com um texto muito bacana da minha amiga Natália que falava sobre o fato de que nossa casa é sempre uma memória afetiva. Já conversei aqui antes sobre o quanto essa reforma + mudança pra casa que era da minha avó mexeu e remexeu nas minhas memórias e acho que tudo isso vem ressignificando muitas coisas dentro de mim.

Durante a obra estamos aqui na casa da minha avó, uma casa que passou por muitas transformações ao longo dos seus pelo menos 70 anos de existência.  Quando a casa foi feita os recursos eram mínimos e com o passar do tempo e a melhoria da condição financeira, algumas mudanças iam sendo feitas para abrigar as 13 pessoas que viveram aqui. E estar aqui é respirar memórias. Hoje estou no quarto que era dos “meninos”, dos meus tios, minha mãe está no quarto que foi da minha avó e meu irmão no quarto da nossa tia, que continuou morando nessa casa com minha avó. Todos seguiram suas vidas, minha avó e essa tia que moravam aqui já faleceram, mas tem muito de todas essas pessoas aqui.

Cada marca, cada mancha, cada furo de quadros e porta retratos que estão os montes pendurados na parede contam uma história. Os móveis que nos acolheram nesses anos, mas especialmente a cozinha (essa merece uma reflexão especial), estão carregados de memórias e olhar pra eles de perto é reviver tudo isso. É perceber que tudo muda, que a gente cresce, amadurece e entende que um lar é sempre onde nosso coração está. Não importa se é uma casa chique ou uma morada simples, o que conta mesmo é o que a gente vive, constrói e divide dentro desse espaço.

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Bob, um dos meus cachorros e esse fogão à lenha que nos aqueceu por tantos anos. As marcas na parede dizem que muitas bocas foram alimentadas e muitas mãos foram aquecidas por aqui nos dias frios… 

A luz

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Das muitas coisas que eu gosto, esse sol de outono, sem dúvidas, é uma delas. Não sei se é necessariamente esse tom alaranjado que me agrada muito esteticamente ou se é pelo fato de que essas novas colorações anunciam uma nova estação e que o outono é um momento que nos convida a ir sossegando e aquietando, esperando a entrada do inverno chegar. E que por mais que eu tenha aprendido a gostar do verão, é das temperaturas mais amenas que eu gosto mais.

Nunca fui muito ligada a essa coisa de estação, mas sinto que depois que passei a pedalar, caminhar e a estreitar meus laços com a natureza, hoje percebo mais facilmente suas transições através dos detalhes: da temperatura que baixa ou aumenta, do dia que fica mais curto ou mais longo, e observando a natureza sinto que consegui também me entender melhor.

Cada estação nos remete a determinados movimentos: o outono e o inverno, por exemplo, nos convidam ao recolhimento, nos fazem querer comer coisas mais quentes, ficar mais em casa e estar mais na nossa própria companhia ou reunidos em grupos menores de pessoas. São períodos que nos deixam mais introspectivos. Já a primavera e o verão nos convidam a recomeçar, a aproveitar a vida fora de casa, a fazer mais atividades, a sentir a água do mar e da cachoeira geladinhas e refrescantes. São períodos mais expansivos.

Já disse que detestava o verão, mas acho que é só porque eu não aproveitava muito bem o que ele tinha a me oferece: não ia nas cachoeiras e estava há tanto tempo sem ir à praia. E eu também não entendia que a primavera e o verão (e o que eles remetem) são necessários para completar os ciclos dos quais nossa vida é composta. É no outono que eu amo fotografar, que a luz fica douradinha, que o frio é gostoso mas não é tão incômodo. É a “minha estação” o que me faz entender que embora eu entenda a necessidade de expandir, sou uma pessoa mais introspectiva.

Sinto que esse ano antecipamos outono e seu significado: por aqui vou aquietando, deixando ir o que precisa (nem sempre com facilidade) e me preparando para o inverno que logo vai chegar. Mas eu sei que ele vai passar, e que a primavera virá nos mostrando que tudo renasce e que a gente sempre deve seguir em frente.

Sem sair de casa saio caçando a luz pelos cômodos e hoje dei a sorte de fazer esse clique, que uniu duas coisas que gosto muito: a luz do outono e um doguinho.

Um dia de cada vez

Desde que entrei em isolamento social ontem foi um dos dias mais estressantes pelos quais passei. Respirei fundo o dia todo, tretei, chorei… Acho que eu realmente tava precisando desabafar e tirar algumas coisas de dentro de mim. Tem quem pense que quem escolhe “uma vida mais simples” leva tudo com leveza e a gente até tenta, mas não tem santo que dê conta de lidar com certas coisas. Se ontem foi um dia em que só esperei um segundo passar depois do outro, hoje foi bem diferente.

Pinguei uma gotinha de óleo essencial de lavanda no meu travesseiro na hora de dormir e senti que o sono foi revigorante mesmo. Acordei às 05:30 descansada. Aliás o óleo de lavanda é muito bacana pra ansiedade. É barato e dura bastante. O meu tá aqui tem uns 2 anos e só acabou porque eu não sabia que era pra usar só uma gota e despejava o negócio nas coisas.

Tomei um café da manhã, sentei pra finalizar alguns trabalhos, almocei, vi umas notícias e deitei pra ver um filme. Choveu por aqui e o dia ficou nublado, então ao invés de dar uma lida em um material que quero estudar, resolvi ver um filme. Assisti “o estágiário” e gostei bastante. Não sou uma grande crítica e analista de filmes, mas gostei. Me emocionei. Quando deitei pra ver o filme,  gatinha que tá sendo nossa hóspede nesses dias (foi castrada e está em busca de um lar) veio deitar comigo. Aliás ela tem ficado grudada em mim desde a semana passada, que é quando resgatamos e castramos e eu que nunca fui a pessoa dos gatos tô encantada com a fofurice desse bichin.

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Esse serzinho dorme o dia todo…

Hoje tô vencendo a preguiça e indo me exercitar nem que seja um pouquinho. E também tô entendo que meu ritmo tá mudando porque meu período menstrual tá chegando e desde que entendi que nessa fase as coisas funcionam de maneira diferente pra mim, tá sendo mais fácil lidar com algumas questões. Seguimos por aqui, um dia de cada vez,  hoje respirando mais leve, afofando gatinhos e catioros. Amanhã eu espero pra ver como vai ser.

Sobre dias que são duros

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Inspiro. Expiro. Ufa. Que bom é poder respirar sem ter o nariz entupido. Essa noite mal consegui dormir com a alergia atacada. Só me lembro de tentar cochilar sentada encostada na parede, mas não deu muito certo. E não é corona. É rinite mesmo. Minha cabeça dói. Meu ombro também. Lembrei que quando eu era mais nova bastava dormir pra dor de cabeça passar. Hoje, aos 31, se eu durmo com dor de cabeça, acordo com ela também. Só passa depois de tomar algum remédio.

Inspiro. Expiro. Minha respiração não tá das melhores. Parece que a densidade do ar anda mais pesada. O ar entra pelas minhas narinas pra poder me manter viva e o solto esperando tirar de mim também essa angústia de não saber o que fazer nem o que esperar.

São duas da tarde e já perdi as contas de quantas vezes respirei fundo, bem fundo. Parece que hoje tá chovendo pepino, que as pessoas estão mais grosseiras que o normal, entendendo tudo como elas querem. E aí eu respiro mais e mais fundo e parece que não tem ar suficiente pra dar conta de tudo isso. Fecho os olhos pensando que ao abrir tudo vai estar diferente, mas tá igualzinho.

Abro um site pra ler notícia: não dá pra manter o otimismo. Tô me comprometendo a ver notícias só em alguns momentos, de preferência umas 2 horas depois que eu acordo, pra não começar o dia já ansiosa. Prefiro me iludir pelo menos por umas duas horinhas. Decidi que não vou me exercitar hoje não. Passei um creme no cabelo, tomei banho mais cedo e fui ler um livro. Aí me dei conta que talvez eu não esteja lendo tanto porque a vista não tá lá essas coisas e o médico desmarcou a consulta por causa do risco de contaminação.

Ouvi um pedaço de um podcast que falava sobre como a dor de cabeça também está relacionada com a ansiedade e a tensão. É, faz sentido.Não quis tomar remédio e o banho deve ter me ajudado a relaxar, porque tô sentindo só um fundinho da dor. Dias como os de hoje me fazem pensar que as vezes a gente só vai vivendo um segundo depois do outro até dar a hora de dormir e espera que amanhã seja pelo menos um pouquinho diferente.

 

Decidi escrever um diário de quarentena e compartilhá-lo aqui como uma forma de colocar ordem nos pensamentos e sentimentos. 

 

Alvorada

Não sei quando que começou meu encantamento pela transição da noite para o dia. Quer dizer, é bem provável que tenha acontecido a partir do momento que comecei a levar meus cães pra passear nesse horário e tive a oportunidade de contemplar esse momento. Esse era o único horário em que todos podiam ir soltos e não havia um grande movimento de pessoas.

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Mesmo que eu esteja sempre no mesmo lugar, a cada dia capto algo diferente. Tudo depende da estação e da hora em que o registro é feito e com isso fui percebendo o que mais me agrada: gosto muito dos dias em que o céu tem algumas nuvens pois a luz do sol nelas se transforma em um espetáculo, mas também gosto dos dias com céu limpo e luz alaranjada, bem típico do outono. Essa contemplação me fez enxergar a beleza e as particularidades de cada estação, os movimentos e a duração das transições.

Agora, em isolamento, tenho sentido muita falta desses momentos, já que no outono é a época em que mais gosto de fazer esses registros. Mas tudo bem, existem outras coisas pra registrar e aprendo a me adaptar à circunstância que que está disponível. Espero que em breve poder apreciar tudo isso de novo.

 

Por aqui…

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Ter um pedacinho de terra pra colocar os pés (e as mãos) nesse momento de isolamento social tem sido um alento. A gente perdeu muito da nossa conexão com a natureza e eu, por muito tempo, também me vi separada dela. Às vezes quando saia pra pedalar com meu amigo Elder nas estradas rurais aqui da cidade, a gente parava lá no meio do nada e comentava sobre como ali não existiam problemas. Por mais que a gente quisesse pensar neles, aqueles estímulos de sons, cores e formas que recebíamos ali, nos impediam. Nessas andanças e pedaladas na natureza percebi o quanto ela tem a nos ensinar se nos permitirmos nos conectar com ela.

Tenho sentido muita falta de poder andar por aí, de correr, ver o nascer do sol com a cabeça tranquila… Tem sido um exercício e tanto essa adaptação: atividades físicas agora são feitas em casa (sorte que tem muita gente ajudando com dicas nesse momento), sem passeios longos com os cães, saídas apenas para atividades essenciais… E assim eu sigo,  mais do que nunca, tentando viver um dia de cada vez. Respirando fundo, ora rindo dos memes, ora chorando de desespero porque ser humano é isso mesmo: ter um emaranhado de sentimentos no peito e de pensamentos na cabeça. 

E que coisa: esse ano tinha me comprometido a ser mais organizada e planejada com as minhas coisas, mas aí veio a vida pra mostrar que por mais que a gente se planeje e se organize, nem sempre dá pra seguir um roteiro. Isso me faz pensar que o que mais precisamos trabalhar em nós mesmas é a nossa capacidade de lidar com as adversidades e de nos adaptarmos às circunstâncias que se apresentarem pra gente. E quando falo em aceitar o que acontece e nos adaptar, não falo de passividade, mas de, a partir dessa aceitação, tentar encontrar alguma solução.

No momento o que nos cabe é tentar fazer o que dá. No último episódio do podcast conversei com minha amiga Yamê, que é psicóloga, sobre como manter a nossa saúde mental nesse momento. Vou deixar o link pra você ouvir e espero que possa te ajudar a lidar com a situação pela qual estamos passando.

Sigamos…

 

Receitinha simples: quibe de abóbora

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Quando a gente fala sobre uma vida mais simples, precisamos pensar sobre como estender essa “descomplicação” pra todas as áreas das nossas vidas. Percebo que muitas pessoas não tem uma relação próxima com a comida por inúmeros aspectos: falta de tempo, de costume ou de conhecimento de como preparar receitas que sejam fáceis e práticas para o dia a dia. Foi pensando nisso que decidi trazer pra você algumas dicas e receitas que possam nos ajudar a estreitar a relação com nosso alimento.

Hoje trouxe uma receita super fácil: um quibe feito com abóbora cabotiá. Essa é minha abóbora preferida porque não solta muita água quanto as outras. Seu preço é acessível e ela rende bastante também. E além disso você pode aproveitá-la por inteiro: não é preciso retirar a casca, pois ela também contém nutrientes. Em relação às sementes, você pode lavá-las e tostá-las no forno ou na frigideira (nem precisa tirar aquela casquinha branca que fica por cima). Com uma unidade dela, por exemplo, você pode fazer receitas pra semana toda. Clique aqui pra ver outras formas de comê-la.

Vamos então ao que interessa? A receita!

Ingredientes:

  • ¼ de unidade de abóbora cabotiá média (lave bem a casca, pique e leve para cozinhar no vapor. Vamos aproveitar a casca também!)
  • 1 xícara de trigo para quibe hidratado em 1 xicara de água quente
  • 1 unidade pequena de cebola picada em cubos
  • 3 dentes de alho triturados
  • ½ xícara de folhas de hortelã picadas
  • 1 colher rasa de café de canela em pó
  • Sal à gosto

Preparo:

Cozinhe a abóbora no vapor. Se você não tem uma panela de vapor, assim como eu, pode usar um escorredor de macarrão que seja de alumínio, colocá-lo sobre uma panela com um pouco de água (a água não pode ter contato com o escorredor) e cobri-lo com uma tampa. Quando a abóbora estiver bem mole (quanto mais mole mais fácil, pois, caso você não tenha um processador de alimentos, precisará amassá-la com um garfo), desligue o fogo e deixe-a esfriar.

Amasse a abóbora ou processe-a no processador até que vire um purê. Em seguida misture-a com o trigo hidratado (escorra a água) e misture a cebola, o alho, a hortelã, o sal e a canela (a canela realça o sabor da abóbora).

Asse em forno médio por cerca de 20 minutos ou até perceber que a massa está sequinha.

Outras sugestões para a base do quibe: lentilha cozida, grão de bico cozido, berinjela.

Se fizer depois me conta o que achou! 😉

Por aqui…

 

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Tenho tentado lidar com o atual momento da maneira que dá: um pouco de informação e um pouco de meme pra não entrar em pânico. Também estou mantendo minha rotina de produção de conteúdo pras minhas redes sociais (e para as quais trabalho), lido, me exercitado aqui no quintal, tentando manter contato com os amigos e ficando na companhia dos doguinhos.

Leituras edificantes (especialmente as espiritualistas) e pensamento elevado também tem sido meus grandes aliados nesse momento, mas ontem a tarde, depois de fazer meus exercícios físicos olhei para o céu e chorei. Fiquei pensando em quando teremos a chance de poder caminhar por aí novamente e contemplar todas as coisas “banais”. Temos percebido que é quando não podemos usufruir de algo que reconhecemos seu valor.

A gente sabe que esse momento vai passar, mas o medo de perder quem amamos e incerteza do que nos aguarda lá na frente tem nos deixado em um estado muitas vezes difícil de administrar. Estamos ansiosos, desanimados, pois ao mesmo tempo em que temos tempo livre pra fazer o que pudermos, a nossa cabeça parece não conseguir focar por muito tempo em uma atividade. Tem havido uma cobrança pra gente fazer coisas, mas não precisamos nos forçar a nada. Faça um curso online, veja um filme e uma série apenas se quiser.

Uma amiga comentou dia desses que as atividades manuais tem ajudado muito nesse momento: pintar alguma coisa, reformar outra (com materiais que temos em casa), mexer na terra, reaproveitar potinhos pra se tornarem recipientes pra plantar, organizar aquela papelada que tá meio bagunçada, fazer uma limpa no guarda roupa… Hoje mesmo me comprometi a dar uma geral no quarto, lavar meus sapatos, pensar em algumas coisas pra cozinhar com os ingredientes que tenho aqui, trabalhar um pouco e descansar também. Aliás, a gente costuma falar que trabalho é só o que é remunerado, mas não é bem por aí: tudo o que demanda tempo e dedicação nossa é trabalho, mesmo que não recebamos nada.

Entre toda essa mistura de sentimentos e sensações, a gente segue mais do que nunca vivendo um dia de cada vez e colaborando para o bem comum fazendo a nossa parte. Nunca foi tão importante (e urgente) a somatória das nossas ações para que, juntos, possamos conseguir o resultado desejado. Sigamos.

 

Temos um Podcast!

PODCAST

É uma alegria muito grande finalmente compartilhar com vocês esse projeto. Desde o ano passado que tinha o desejo de criar conteúdo também no formato de podcasts. Já venho ouvindo alguns há um tempo e acho que é uma forma praticar de consumir assuntos do meu interesse, já que posso ouvir enquanto estou no trânsito ou enquanto lavo louça e preparo uma refeição.

Certa vez li uma frase que dizia que se o conteúdo que a gente gostaria de consumir ainda não existisse, que deveríamos criá-lo. E é isso que fiz. Esse primeiro episódio foi curto, expliquei qual a ideia e assuntos que quero compartilhar e pedi sugestões de temas para serem abordados. Se tiver alguma sugestão, me mande mensagem!

Para acessar:

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E em breve em outras plataformas!