Creme de abóbora com feijão e soja crocante

Friozinho deu as caras aqui no sul de Minas e eu já tô preparando os “cremes”. Adoro essa opção para o jantar, pois não gosto de comer coisas muito pesadas à noite. Acho que os cremes são leves e saciam, além de serem super saborosos.

A receita de hoje é o creme de abóbora cabotiá com feijão carioca. Por cima fiz uma soja crocante que dá uma textura deliciosa. O preparo é super simples. Vem ver:

Para o creme:

Duas conchas de feijão carioca recém cozido + 2 conchas do caldo do feijão. Eu deixo meu feijão demolhado por cerca de 12hs, porque isso ajuda a eliminar os gases e a facilitar o cozimento. Coloco na panela de pressão, cubro com água – aproximadamente 2 dedos acima da quantidade de feijão – e acrescento folhas de louro, colorau e sal. Deixo pegar pressão, conto 3 minutos e deixo a pressão sair naturalmente. Depois refogo cerca de 3 dentes de alho no óleo de girassol, acrescendo uma concha do feijão, volto esse preparado para a panela de pressão e deixo no fogo, sem tampa, pra encorpar);

4 colheres de sopa de abóbora cabotiá cozida (cozinho ela no vapor com casca e tudo)

É só bater os dois ingredientes no liquidificador até ficar numa textura cremosa e acertar o sal (não usei outros temperos por já ter temperado o feijão). Você pode deixar mais ou menos líquido acrescentando um pouco de água. Eu gosto do ponto beeeem cremoso.

Para a soja crocante:

Refogue 1 xícara de proteína de soja texturizada crua no azeite ou óleo de girassol (cerca de 2 ou 3 colheres de sopa) e acrescente uma colher de sopa rasa de fumaça em pó ou páprica defumada. A fumaça em pó fica mais saborosa e geralmente já vem salgada, então cuidado na hora de acertar o sal. Esse processo de refogar dura cerca de três minutos, aproximadamente, até que você perceba que ela ficou crocante. (Se quiser pode trocar a soja por sementes de abóbora ou girassol, usando um pouco menos de óleo e/ou azeite para tostá-las)

Pra acompanhar o creme, limão espremido, molho de pimenta e cheiro verde. Não tem como ficar ruim.

Essa quantidade de ingredientes rendeu uma cumbuca. Se for fazer pra mais pessoas, pode ir aumentando proporcionalmente.

Minha relação com as roupas

Embora eu não costume falar taaaanto sobre isso, me interesso bastante por moda. Esse interesse ficou mais intenso nos idos de 2009 quando conheci uma menina que participou de um quadro no Fantástico chamado “5 meninas e um vestido”. O quadro era um concurso em que 5 meninas de diferentes regiões do Brasil tinham que usar uma peça por 21 dias e a mais criativa ganharia. Achei a proposta super legal e comecei a acompanhar o desafio e a gostar muito do estilo da paulistana Vic (sigo acomapanhando ela até hoje).

Passei por muitas fases diferentes nessa relação com a moda. Nunca fui uma pessoas super consumista, mas comprava muitas coisas de forma impulsiva e só me dei conta disso quando fiz a experiência de passar um ano sem comprar nada, lá em 2013.

Nesses quase 10 anos tive a oportunidade de me conhecer melhor e de entender que:

  • existem roupas que acho lindas mas não para usar no meu dia a dia;
  • armário cápsula não funciona pra mim;
  • adoro ter algumas peças mais “chamativas” pra contrapor a maioria que é mais básica;

Compreender o que eu gosto e as mudanças da vida e do meu corpo (já sou uma mulher de 33 anos) tem me permitido criar um guarda roupa com peças que expressem todas as minhas versões (a esportista, a cantora, a básica – e todas as outras mais).

O look que tô usando nessa foto é a minha versão mais despojada que usei pra almoçar com minha mãe e meu namorado: calça de moletom, camiseta, parka e tênis. Ainda tô trabalhado o lance de acessórios, porque é algo que eu realmente nunca uso, mas esse foi um lookinho que curti e que achei que me representou bem.

Apesar de priorizar peças de segunda mão, nesse look nenhuma das peças é de bazar/brechó . A parka é de uma loja aqui da cidade (sem marca específica, mas comprei em 2019 eu acho); a camiseta é da C&A (gosto muito das peças deles); a calça é da Yeesco e o tênis da Ahimsa (marca vegana da qual sou embaixadora. Aliás, tá rolando 25% de desconto essa semana, até sexta. É só usar o cupom “VIRANDOVEGANA10” na hora de fazer sua compra).

Veganismo para além da comida

Quando falamos em veganismo, a primeira coisa que vem na mente é comida. E é natural, porque fazemos pelo menos 4 refeições ao longo do dia, então tem muita gente criando conteúdo por aí dando dicas de receitas sem ingredientes de origem animal. Mas o veganismo, na verdade, vai além. Ele também envolve não consumir nada que contenha matéria prima animal em itens de vestuário, higiene pessoal, produtos de limpeza e também não fomentar eventos que façam uso de animais como entretenimento.

Sendo vegana há 6 anos, digo pra vocês que é bem menos complicado do que pode parecer à primeira vista, mas é preciso se informar para saber de quais empresas consumir e fazer escolhas que não maltratem os animais de alguma maneira. Quando começamos a ler e estudar mais sobre esse tema, vemos o quanto somos dependentes dos animais em áreas das nossas vidas das quais nem imaginávamos.

Na parte vestuário, higiene pessoal e produtos de limpeza é bem mais fácil. Hoje em dia existem muitas marcas que já se atentaram pra essa questão e que optam por não fazer uso de matéria prima animal nos seus produtos e também a não testar esses produtos nos animais (os testes são muito crueis e invasivos).

Os estudos mais atuais mostram que é possível testar os produtos em bases alternativas, o que é muito melhor e poupa os bichinhos de sofrimento desnecessário. Vou deixar um link aqui sobre um documentário muito interessante chamado “Behind the Mask” que explica porque esses testes são ineficazes e desnecessários.

Como comentei acima, existem marcas bem acessíveis com opções de cosméticos veganos (por exemplo, como os cremes dentais da Dentil, os Shampoos da Skala e os sabonetes da Davene) e que são produtos que conseguimos encontrar com facilidade nos mercados pelo país.

Nesse post quero compartilhar com vocês uma marca bem legal de produtos para limpeza para casa de uma empresa de uma cidade próxima da minha e que, além de não usar insumo animal ou testar em animais no processo de fabricação dos seus produtos, tem uma proposta sustentável pra nos ajudar a manter nossa casa limpinha e poupar o meio ambiente. Ok, Bruna, e por quê nós precisamos fazer isso?

Segundo matéria da revista Piauí:

O Brasil é o quarto maior produtor de lixo plástico no mundo, logo atrás de Estados Unidos, China e Índia. Além do excesso de resíduos plásticos gerados pela população brasileira, outro grande problema é a baixa taxa de reciclagem desse lixo. No total, segundo dados da WWF Brasil, foram geradas 11,3 milhões de toneladas de plástico em 2019, mas apenas 145 mil são recicladas em território nacional, ou seja, 1,3%. Com isso, o país se encontra muito abaixo da média global de reciclagem plástica – que é de 9%.”

Temos sentido na pele os impactos das mudanças climáticas que acontecem em decorrência do nosso estilo de vida e que precisa urgentemente ser revisto. Pra isso, precisamos de mudanças estruturais, claro, tanto através de medidas governamentais quanto na forma de produção das grandes corporações. E o que nós, cidadãos, podemos fazer é pensar em como pensar contribuir com a questão ambiental através de pequenas mudanças nas nossas rotinas diárias.

Já que a gente precisa limpar nossa casa com uma grande frequência, o ideal é, dentro do possível e praticável fazer escolhas mais sustentáveis, né?

A Desembala tem uma linha grande de produtos, como vocês podem ver pelo site. E além dos produtos serem veganos e biodegradáveis, eles não tem descarte de plástico. E por quê? Porque você adquire a embalagem só na primeira compra e depois repõe apenas o refil, que é um sachê hidrossolúvel. É só colocar a água na embalagem, colocar o sachê para diluir e usar a mistura para fazer a limpeza da casa.



Esse são os produtos que eu tenho usado na limpeza de casa: limpa banheiros, perfume ambiente, multiuso e limpa vidros e o limpa pisos.

Minha opinião:

Aqui em casa a faxina mais pesada rola uma vez na semana, então ao longo dos dias, vou dando “um tapa” nos ambientes. Gostei muito de usar o limpa banheiros nesses dias. Ainda gosto muito de jogar água no banheiro, então tenho usado ele na limpeza durante a semana.

O perfume ambiente é maravilhoso. Adoro borrifar pela casa depois da faxina e borrifar também nas cobertas enquanto deixo elas tomarem um ar, assim elas ficam cheirosinhas na hora que vou dormir.

O multiuso e limpa vidros tenho usado na superfície dos móveis, para limpar os espelhos e o box do banheiro. Ainda estou na casa da minha avó, e aqui não tem janelas de vidro. Mas fiz o teste na janela da minha outra casa pra vocês verem. É só borrifar o produto, deixar agir e depois passar um pano seco.

Limpei um pedacinho do vidro pra vocês verem que funciona demais

E por último, o limpa pisos. O que eu acho maravilhoso é a durabilidade. É só diluir 2 tampas dosadoras do frasco (equivale a 30ml) em 3L de água, umedecer o pano e usar no piso piso com o auxílio de um rodo. Estou usando esse frasco aí da foto tem uns 3 meses, então rende bem.


Os produtos tem algumas opções de aroma, o que achei super bacana. Estou bem satisfeita com o rendimento e resultado dos produtos e por ter conseguido reduzir consideravelmente a quantidade de plástico na limpeza da casa. Mesmo enviando os plásticos para a reciclagem, quanto menos plástico usar, melhor, né?

Ah, e tem desconto pra você que quer experimentar os produtos da Desembala. É só usar o cupom BRUNA5OFF para ganhar 5% de desconto na sua compra. Se comprar, me conta o que achou, ok? 😊

Pratinhos veganos simples

Aqui em casa a comida do dia a dia é simples, mas feita com carinho e bons temperos. Sempre gostei muito de cozinhar, mesmo antes de me tornar vegana, mas depois dessa transição (que é muito mais do que uma mudança na alimentação), passei a gostar ainda mais, a testar novas receitas e a explorar diferentes formas de preparo.

Com isso, apesar de muitas pessoas pensarem que quem é vegano passa a ter restrições alimentares, passei a incluir alimentos que não costumavam fazer parte da minha rotina e a me encantar com novos sabores. O que eu adoro fazer é testar formas diferentes de preparo, conhecer melhor os temperos e encontrar as combinações que mais me agradam.

Uma coisa interessante é que eu tenho muita facilidade em distinguir temperos usados no preparo e acho isso maravilhoso, pois tem muitos temperos maravilhosos e combinações entre eles que deixam o prato com um sabor ainda mais gostoso.

Separei aqui então alguns dos pratinhos que costumo consumir no dia a dia.

Arroz, feijão, soja refogada com shoyu, alface e tomatinhos e batata assada com páprica defumada
Couve refogada, abóbora no vapor, farofa de cebola, feijoada e vinagrete
Arroz, strogonoff de grão de bico com molho de amendoim e batata palha
Arroz, feijão, Alface, tomate e gergelim salpicado e banana à milanesa
Macarronada com molho branco de amendoim e bolonhesa de lentilha
Arroz, feijão, quibe de abóbora recheado com requeijão de amendoim, alface, pepino e tomatinhos
Arroz, feijão, brócolis refogado com alho e proteína de soja com tomate e ora pro nobis

Como vocês podem ver, minha base alimentar é arroz de feijão acompanhado de algumas variedades. Eu sou completamente apaixonada por arroz e feijão não só porque é uma comida maravilhosa, mas porque formam uma combinação nutricionalmente incrível.

Hoje em dia tenho uma alimentação muito mais variada do que antes de ser vegana. E acho legal compartilhar os pratinhos pra mostrar que uma alimentação sem produtos de origem animal pode ser simples, nutritiva e muito saborosa.

Receitinha simples #1: Sanduíche de banana com pasta de amendoim e chocolate

Sei que esse não tem sido um momento fácil pra ninguém. Estamos todos apreensivos, ainda tentando lidar com as incertezas decorrentes da pandemia do coronavírus e é muito importante que sigamos as orientações do Ministério da Saúde e façamos a nossa parte para evitar transtornos ainda maiores. Cabe a nós fazermos nossa parte, termos responsabilidade e aproveitarmos o momento para refletirmos: o que estamos fazendo de nossas vidas? Quais tem sido nossas prioridades? Temos pensado apenas em nós mesmas e nossos benefícios ou estamos desenvolvendo nossa solidariedade e senso de coletividade?

Enquanto vamos refletindo, gostaria de compartilhar uma receitinha bem simples que reproduzi dia desses e gostei muito. Cuidar da nossa alimentação é muito importante nesse momento, não apenas comendo alimentos variados e evitando dietas que possam baixar nossa imunidade, mas também comendo aquelas comidas que nos trazem conforto afetivo. Essa é uma delas., uma combinação tão gostosa que juro que não sei porque demorei tanto pra provar. Vi no canal Larica Vegana.

Ingredientes

  • 2 fatias de pão de forma (confira na lista de ingredientes se o pão não leva ovos nem leite)
  • 1 banana madura amassada
  • pasta de amendoim
  • chocolate sem leite

Preparo:

Passe a pasta de amendoim nas duas fatias do pão. Coloque a banana amassada e pedacinhos do chocolate. Feche o sanduíche e leve para a sanduicheira. O truque é esse: com o calor, o pão fica crocante, o chocolate derrete e se mistura com a banana e a pasta de amendoim.

Um lanchinho simples mas delicioso! Vejam só o meu como ficou:

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Espero que gostem! Sigam com responsabilidade e pensando no bem comum e esperançosos de que em breve a situação melhore para todos nós.

Minha vida como vegana

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Quem me acompanha a mais tempo aqui sabe que no meio desse processo de me conhecer melhor, me tornei ovolactovegetariana e depois vegana. A transição para o veganismo foi um marco muito importante na minha vida, me trouxe muitas coisas boas e boas oportunidades e gostaria de compartilhar um pouco disso com vocês.

Se você não é familiarizado com o termo, veganismo é uma maneira de viver que busca excluir (dentro do possível e do praticável) todo e qualquer tipo de exploração animal: através da alimentação, do vestuário, do entretenimento, dos produtos de higiene pessoal e de tudo o que de alguma maneira envolva animais.  Uma pessoa vegana entende que se a gente pode se alimentar, se vestir, se cuidar e se divertir, enfim, VIVER sem que animais sofram danos, então, por que não?

Me tornei vegana (pois já era ovolactovegetariana – ou seja, não comia carne mas consumia leite e seus derivados e ovos) em 2016, depois de ler o livro “Por que amamos cachorros, comemos porcos e vestimos vacas”, da Melanie Joy. Embora o livro não fale exatamente sobre veganismo, depois de lê-lo fiquei bastante mexida e foi o clique que faltava para eu fizesse a transição.

Mas o que eu quero compartilhar aqui com vocês, na verdade, é que uma pessoa vegana é uma pessoal normal. Quer dizer, é uma pessoa que se incomoda com a “norma”, mas é também uma pessoa que se diverte, viaja, sai com os amigos, trabalha, vai no cinema e se exercita como qualquer outra pessoa. Talvez um vegano passe a ideia de que milita 24hs por dia  – o que não deixa de ser uma verdade, já que se a nossa existência é política e nossas escolhas também, ser vegano automaticamente já é militar por algo – , mas deixando um pouco essa questão de lado, não é necessariamente assim.

Existem veganos que estão na frente de ações e protestos, outros que fazem trabalho jornalístico, outros que fazem seu ativismo na culinária… Eu, por exemplo, uso as redes sociais e minha facilidade em me comunicar e mobilizar, para promover o acredito compartilhando reflexões e dicas de como me alimentar sem produtos de origem animal. Nós veganos passamos a entender que dá pra viver bem se consumir  carne, ovos, leites e que você pode continuar comendo bolo, doce, lanche, pizza, viajando, ir pro bar e fazendo tudo o que fazia antes, mas de outra forma. O que muda é o modo de se fazer!

No início da transição é normal que a gente bata muito nas mesmas teclas (dados, documentários), mas é que depois de conseguir tantas informações, queremos que cada vez mais pessoas também despertem e enxerguem o que conseguimos ver hoje. Percebo também que no decorrer do tempo vamos amadurecendo e buscando as melhores abordagens para promover o movimento. Vamos amadurecendo dentro da causa, aprendendo coisas novas, novas maneiras de dialogar e  vendo que nosso exemplo é a maior maneira de promover o que desejamos: um mundo bom pra todos os seres que nele habitam.

E se você tiver alguma dúvida sobre veganismo, comenta aqui! La no meu instagram eu também posto muita coisa sobre o assunto. Só seguir: @virandovegana.