Por aqui…

 

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Tenho tentado lidar com o atual momento da maneira que dá: um pouco de informação e um pouco de meme pra não entrar em pânico. Também estou mantendo minha rotina de produção de conteúdo pras minhas redes sociais (e para as quais trabalho), lido, me exercitado aqui no quintal, tentando manter contato com os amigos e ficando na companhia dos doguinhos.

Leituras edificantes (especialmente as espiritualistas) e pensamento elevado também tem sido meus grandes aliados nesse momento, mas ontem a tarde, depois de fazer meus exercícios físicos olhei para o céu e chorei. Fiquei pensando em quando teremos a chance de poder caminhar por aí novamente e contemplar todas as coisas “banais”. Temos percebido que é quando não podemos usufruir de algo que reconhecemos seu valor.

A gente sabe que esse momento vai passar, mas o medo de perder quem amamos e incerteza do que nos aguarda lá na frente tem nos deixado em um estado muitas vezes difícil de administrar. Estamos ansiosos, desanimados, pois ao mesmo tempo em que temos tempo livre pra fazer o que pudermos, a nossa cabeça parece não conseguir focar por muito tempo em uma atividade. Tem havido uma cobrança pra gente fazer coisas, mas não precisamos nos forçar a nada. Faça um curso online, veja um filme e uma série apenas se quiser.

Uma amiga comentou dia desses que as atividades manuais tem ajudado muito nesse momento: pintar alguma coisa, reformar outra (com materiais que temos em casa), mexer na terra, reaproveitar potinhos pra se tornarem recipientes pra plantar, organizar aquela papelada que tá meio bagunçada, fazer uma limpa no guarda roupa… Hoje mesmo me comprometi a dar uma geral no quarto, lavar meus sapatos, pensar em algumas coisas pra cozinhar com os ingredientes que tenho aqui, trabalhar um pouco e descansar também. Aliás, a gente costuma falar que trabalho é só o que é remunerado, mas não é bem por aí: tudo o que demanda tempo e dedicação nossa é trabalho, mesmo que não recebamos nada.

Entre toda essa mistura de sentimentos e sensações, a gente segue mais do que nunca vivendo um dia de cada vez e colaborando para o bem comum fazendo a nossa parte. Nunca foi tão importante (e urgente) a somatória das nossas ações para que, juntos, possamos conseguir o resultado desejado. Sigamos.

 

Para assistir: Anne with an E

Ontem terminei de assistir a série Anne with an E, na Netflix e já tô sentindo aquela tristezinha que bate quando a gente termina de ver todas as temporadas de uma série. Infelizmente ela só teve três temporadas, mas tem havido muitos pedidos pela sua renovação – o que espero que aconteça porque é impossível não se apaixonar pela Anne.

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A série conta a história de Anne Shirley, uma orfã que após viver uma infância um tanto dura no orfanato e em casas onde foi adotada (para trabalhar e cuidar da casa e das crianças), encontra no casal de irmãos Marilla e Matthew uma família de verdade. Não quero comentar muito sobre ela porque não quero dar spoilers nem nada, mas é uma das séries mais lindas que já vi e recomendo muito que assistam.

Nela, diversos assuntos como racismo, luta por igualdade de gênero, adoção e diversidade são abordados. Também podemos ver muito sobre amor, amizades verdadeiras que passam por momentos felizes e difíceis e, principalmente, sobre solidariedade.

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Anne é inspiradora e, sem dúvidas, ver uma garota tão determinada e que sabe o que quer também nos motiva a querer viver a vida com tudo o que pudermos, sendo nós mesmas independente do quão diferente isso seja das normas vigentes. Gosto muito de ver séries assim, que nos inspiram e nos mostram que apesar dos desafios, existem momentos incríveis a serem vividos ao lado de quem amamos e que, família, mais do que um laço consanguíneo, é sobre com quem escolhemos compartilhar a vida.

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Espero que assistam e sintam o coração quentinho, como eu também senti! ❤