Creme de abóbora com feijão e soja crocante

Friozinho deu as caras aqui no sul de Minas e eu já tô preparando os “cremes”. Adoro essa opção para o jantar, pois não gosto de comer coisas muito pesadas à noite. Acho que os cremes são leves e saciam, além de serem super saborosos.

A receita de hoje é o creme de abóbora cabotiá com feijão carioca. Por cima fiz uma soja crocante que dá uma textura deliciosa. O preparo é super simples. Vem ver:

Para o creme:

Duas conchas de feijão carioca recém cozido + 2 conchas do caldo do feijão. Eu deixo meu feijão demolhado por cerca de 12hs, porque isso ajuda a eliminar os gases e a facilitar o cozimento. Coloco na panela de pressão, cubro com água – aproximadamente 2 dedos acima da quantidade de feijão – e acrescento folhas de louro, colorau e sal. Deixo pegar pressão, conto 3 minutos e deixo a pressão sair naturalmente. Depois refogo cerca de 3 dentes de alho no óleo de girassol, acrescendo uma concha do feijão, volto esse preparado para a panela de pressão e deixo no fogo, sem tampa, pra encorpar);

4 colheres de sopa de abóbora cabotiá cozida (cozinho ela no vapor com casca e tudo)

É só bater os dois ingredientes no liquidificador até ficar numa textura cremosa e acertar o sal (não usei outros temperos por já ter temperado o feijão). Você pode deixar mais ou menos líquido acrescentando um pouco de água. Eu gosto do ponto beeeem cremoso.

Para a soja crocante:

Refogue 1 xícara de proteína de soja texturizada crua no azeite ou óleo de girassol (cerca de 2 ou 3 colheres de sopa) e acrescente uma colher de sopa rasa de fumaça em pó ou páprica defumada. A fumaça em pó fica mais saborosa e geralmente já vem salgada, então cuidado na hora de acertar o sal. Esse processo de refogar dura cerca de três minutos, aproximadamente, até que você perceba que ela ficou crocante. (Se quiser pode trocar a soja por sementes de abóbora ou girassol, usando um pouco menos de óleo e/ou azeite para tostá-las)

Pra acompanhar o creme, limão espremido, molho de pimenta e cheiro verde. Não tem como ficar ruim.

Essa quantidade de ingredientes rendeu uma cumbuca. Se for fazer pra mais pessoas, pode ir aumentando proporcionalmente.

Receitinhas Simples #4: Bolinho da saudade

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Bolo tem esse negócio de trazer um certo conforto pra nossa alma. É como sentir um abraço fofinho que traz boas lembranças. Eu não tenho muitas lembranças de bolo na infância, porque minha mãe não era muito de fazer coisas diferentes. Confesso que morria de inveja das minhas amigas cujas mães faziam coisas diferentes em casa, tipo bolos, tortas e afins. Lembro de um dia que a gente foi fazer trabalho na casa de uma amiga e tinha um bolo que a mãe dela molhou com refrigerante e estava maravilhoso. Aqui em casa era sempre o básico… Talvez seja por isso que eu goste tanto de cozinhar.

O bolo de fubá é um clássico aqui do interior, recheado com goiabada e tudo o que se tem direito, mas hoje eu quis fazer esse bolo porque ele me lembrou aquela “broa mimosa” que nunca mais comi depois que me tornei vegana porque leva um monte de ovo e nunca achei nenhuma versão dela sem ovos. Geralmente eu faço o bolo de fubá com côco ou goiabada, mas pra lembrar do gostinho da broa, fiz o bolo com erva doce na massa, um pouquinho só pra ela não se sobressair e ofuscar o fubá.

Hoje o dia amanheceu todo nublado, ventou forte, até uma árvore de um terreno aqui perto de casa caiu. Deu uma chuviscada e o dia se manteve assim. Dias assim me deixam melancólica, então, nada como um bolo com café quentinho no final do dia pra gente se sentir abraçacinha e acalentada.

A receita:

2 xícaras de fubá mimoso (farinha de milho fina)

1 xícara de farinha de trigo

trigo 3/4 de açúcar demerara

1 pitadinha de sal

1 colher (sopa) de fermento

1/2 de óleo vegetal (uso de girassol)

1 + 1/2 xícara de água

1 colher (sopa) de vinagre de maçã

Goiabada picadinha, ou côco ralado ou erva doce pra colocar na massa.

Assar em fogo baixo ( 180º) por cerca de 40 minutos.

Receitinhas Simples #3: Chantilly de Café

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Comida é afeto. Não é só sobre nutrientes, calorias e ingredientes, mas sobre alimentar a nossa alma também. Gosto muito de cozinhar e embora tenha aprendido o básico com minha mãe sempre gostei de testar receitas diferentes. Eu adoro arroz com feijão, mas sinto que preciso testar novas receitas ou até mesmo explorar novas possibilidades dentro de um prato que já costumo fazer. É quase que uma necessidade básica, como se na cozinha eu pudesse desbravar o mundo enquanto não posso sair por aí. As vezes experimento usar outra base ou um tempero diferente e vou vendo como fica.

Lembro que quando me tornei vegana a primeira pergunta que me fiz foi: “nossa, mas e agora, eu vou comer o quê?” e 4 anos depois percebi que aprendi e aprendo tanta coisa maravilhosa na culinária vegetal que só posso pensar no quanto a gente é restrito e usa sempre os mesmos ingredientes na culinária tradicional. Mas não é disso que quero falar. Não hoje.

Essa semana vi duas pessoas fazendo uma receita bem parecida de “chantilly de café”  ou “dalgona coffee” que é uma espécie de creme pra se misturar com leite. Ontem eu fiz e foi quase como voltar no tempo. Não lembro exatamente quando aprendi essa receita, mas me recordo de ter tomado com minha amiga Natália num dos nossos cafezinhos da tarde (que na verdade aconteciam sempre a noite). A gente não se vê desde o início das orientações de isolamento, então tá ai pra uns 20 dias. E logo a gente que se via toda semana. Então quando tomei ontem a tarde no meu leite vegetal, com um bolinho de cenoura pra acompanhar, lembrei por que as pessoas gostam tanto de café: por que ele simboliza afeto.

Um café remete a encontro, partilha. A gente sempre oferece um cafezinho como forma de “aconchego” porque o café traz essa sensação pra gente. Embora eu não seja entendida de café e não seja uma grande consumidora, é sobre o gesto, não só sobre a bebida em si. Então, nesse isolamento, ter feito esse chantilly de café me fez voltar no tempo, um tempo bem menos duro. Já prometi pra Natália que nosso primeiro encontro pós isolamento vai ter esse cafezinho pra gente recordar.

A receita:

200 ml de água gelada.

1 xícara de açúcar

50g de café solúvel (4 colheres de sopa)

Bate tudo na batedeira até dar a textura do chantily

Armazenar no congelador (rende bastante)

Ps. se na sua casa não tiver muita gente pra consumir, recomendo fazer meia receita.

Receitinha simples #2: quibe de abóbora

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Quando a gente fala sobre uma vida mais simples, precisamos pensar sobre como estender essa “descomplicação” pra todas as áreas das nossas vidas. Percebo que muitas pessoas não tem uma relação próxima com a comida por inúmeros aspectos: falta de tempo, de costume ou de conhecimento de como preparar receitas que sejam fáceis e práticas para o dia a dia. Foi pensando nisso que decidi trazer pra você algumas dicas e receitas que possam nos ajudar a estreitar a relação com nosso alimento.

Hoje trouxe uma receita super fácil: um quibe feito com abóbora cabotiá. Essa é minha abóbora preferida porque não solta muita água quanto as outras. Seu preço é acessível e ela rende bastante também. E além disso você pode aproveitá-la por inteiro: não é preciso retirar a casca, pois ela também contém nutrientes. Em relação às sementes, você pode lavá-las e tostá-las no forno ou na frigideira (nem precisa tirar aquela casquinha branca que fica por cima). Com uma unidade dela, por exemplo, você pode fazer receitas pra semana toda. Até quero trazer um material sobre isso em outros, posts. Vou me organizar pra isso. Vamos então ao que interessa? A receita:

Ingredientes:

  • ¼ de unidade de abóbora cabotiá média (lave bem a casca, pique e leve para cozinhar no vapor. Vamos aproveitar a casca também!)
  • 1 xícara de trigo para quibe hidratado em 1 xicara de água quente
  • 1 unidade pequena de cebola picada em cubos
  • 3 dentes de alho triturados
  • ½ xícara de folhas de hortelã picadas
  • 1 colher rasa de café de canela em pó
  • Sal à gosto

Preparo:

Cozinhe a abóbora no vapor. Se você não tem uma panela de vapor, assim como eu, pode usar um escorredor de macarrão que seja de alumínio, colocá-lo sobre uma panela com um pouco de água (a água não pode ter contato com o escorredor) e cobri-lo com uma tampa. Quando a abóbora estiver bem mole (quanto mais mole mais fácil, pois, caso você não tenha um processador de alimentos, precisará amassá-la com um garfo), desligue o fogo e deixe-a esfriar.

Amasse a abóbora ou processe ou amasse até que ela vire um purê. Em seguida misture-a com o trigo hidratado (escorra a água em excesso) e misture a cebola, o alho, a hortelã, o sal e a canela (a canela realça o sabor da abóbora).

Asse em forno médio por cerca de 20 minutos ou até perceber que a massa está sequinha.

Outras sugestões para a base do quibe: lentilha cozida, grão de bico cozido, berinjela.

Se fizer depois me conta o que achou! 😉

Receitinha simples #1: Sanduíche de banana com pasta de amendoim e chocolate

Sei que esse não tem sido um momento fácil pra ninguém. Estamos todos apreensivos, ainda tentando lidar com as incertezas decorrentes da pandemia do coronavírus e é muito importante que sigamos as orientações do Ministério da Saúde e façamos a nossa parte para evitar transtornos ainda maiores. Cabe a nós fazermos nossa parte, termos responsabilidade e aproveitarmos o momento para refletirmos: o que estamos fazendo de nossas vidas? Quais tem sido nossas prioridades? Temos pensado apenas em nós mesmas e nossos benefícios ou estamos desenvolvendo nossa solidariedade e senso de coletividade?

Enquanto vamos refletindo, gostaria de compartilhar uma receitinha bem simples que reproduzi dia desses e gostei muito. Cuidar da nossa alimentação é muito importante nesse momento, não apenas comendo alimentos variados e evitando dietas que possam baixar nossa imunidade, mas também comendo aquelas comidas que nos trazem conforto afetivo. Essa é uma delas., uma combinação tão gostosa que juro que não sei porque demorei tanto pra provar. Vi no canal Larica Vegana.

Ingredientes

  • 2 fatias de pão de forma (confira na lista de ingredientes se o pão não leva ovos nem leite)
  • 1 banana madura amassada
  • pasta de amendoim
  • chocolate sem leite

Preparo:

Passe a pasta de amendoim nas duas fatias do pão. Coloque a banana amassada e pedacinhos do chocolate. Feche o sanduíche e leve para a sanduicheira. O truque é esse: com o calor, o pão fica crocante, o chocolate derrete e se mistura com a banana e a pasta de amendoim.

Um lanchinho simples mas delicioso! Vejam só o meu como ficou:

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Espero que gostem! Sigam com responsabilidade e pensando no bem comum e esperançosos de que em breve a situação melhore para todos nós.