Creme de abóbora com feijão e soja crocante

Friozinho deu as caras aqui no sul de Minas e eu já tô preparando os “cremes”. Adoro essa opção para o jantar, pois não gosto de comer coisas muito pesadas à noite. Acho que os cremes são leves e saciam, além de serem super saborosos.

A receita de hoje é o creme de abóbora cabotiá com feijão carioca. Por cima fiz uma soja crocante que dá uma textura deliciosa. O preparo é super simples. Vem ver:

Para o creme:

Duas conchas de feijão carioca recém cozido + 2 conchas do caldo do feijão. Eu deixo meu feijão demolhado por cerca de 12hs, porque isso ajuda a eliminar os gases e a facilitar o cozimento. Coloco na panela de pressão, cubro com água – aproximadamente 2 dedos acima da quantidade de feijão – e acrescento folhas de louro, colorau e sal. Deixo pegar pressão, conto 3 minutos e deixo a pressão sair naturalmente. Depois refogo cerca de 3 dentes de alho no óleo de girassol, acrescendo uma concha do feijão, volto esse preparado para a panela de pressão e deixo no fogo, sem tampa, pra encorpar);

4 colheres de sopa de abóbora cabotiá cozida (cozinho ela no vapor com casca e tudo)

É só bater os dois ingredientes no liquidificador até ficar numa textura cremosa e acertar o sal (não usei outros temperos por já ter temperado o feijão). Você pode deixar mais ou menos líquido acrescentando um pouco de água. Eu gosto do ponto beeeem cremoso.

Para a soja crocante:

Refogue 1 xícara de proteína de soja texturizada crua no azeite ou óleo de girassol (cerca de 2 ou 3 colheres de sopa) e acrescente uma colher de sopa rasa de fumaça em pó ou páprica defumada. A fumaça em pó fica mais saborosa e geralmente já vem salgada, então cuidado na hora de acertar o sal. Esse processo de refogar dura cerca de três minutos, aproximadamente, até que você perceba que ela ficou crocante. (Se quiser pode trocar a soja por sementes de abóbora ou girassol, usando um pouco menos de óleo e/ou azeite para tostá-las)

Pra acompanhar o creme, limão espremido, molho de pimenta e cheiro verde. Não tem como ficar ruim.

Essa quantidade de ingredientes rendeu uma cumbuca. Se for fazer pra mais pessoas, pode ir aumentando proporcionalmente.

Leituras de Janeiro

Já estamos quase no meio do mês de março e cá estou pra poder compartilhar as primeiras leituras do ano.

Comecei 2022 com um ritmo bom de leitura. Foram 4 livros iniciados e 3 finalizados. Mas fevereiro chegou revirando a vida e simplesmente não conseguir me concentrar pra ler nada. Agora, organizando a vida cotidiana e a rotina, estou retomando o livro que ficou parado (que vou precisar reler quase metade 😅) e simultaneamente lendo outro, o “Modern Love”, que é um compilado de histórias de amor enviadas para a coluna do Jornal The New York Times. A coluna transformou em uma série na Prime Vídeo (que amei assistir) e estou gostando muito de conhecer as histórias que não foram mostradas na série.

Mas vamos lá, vamos falar dos livros:

Quarto de despejo foi o primeiro livro que li nesse ano. O livro mostra os registros do diário de Carolina Maria de Jesus, onde ela compartilhava sua vida de catadora e moradora da favela na década de 60. Seus relatos do cansaço, da fome, da pobreza, dos problemas da vizinhança e do trabalho diário para poder comprar comida são muito tocantes. Alguns trechos se assemelham muito com o que temos visto no Brasil de 2022, infelizmente. É de uma escrita muito simples, informal, crua, onde a dor e o cansaço da autora são quase palpáveis. Já está nos meus planos ler outros livros dela.


Amor(es) verdadeiro(s) foi uma recomendação que vi no perfil da @isabellamezzadri. Quando era mais nova amava ler ficção e estava sentindo saudades de mergulhar em histórias que nos fazem esquecer da nossa própria realidade. Esse livro “começa no meio”, se é que posso dizer assim, depois volta pra contar tudo o que levou a personagem a chegar naquele ponto. Fala sobre os planos que fazemos e sobre como às vezes a vida dá uma reviravolta e acabamos fazendo coisas que dissemos que jamais faríamos. Fala sobre amor, luto, saudade, recomeços e fechamento de ciclos. É o tipo de livro que a gente não quer parar de ler pra descobrir o desfecho da história. Gostei muito e já estou com outros livros da autora na minha lista de próximas leituras.


Belo mundo onde você está foi o segundo livro da Sally Rooney que li. O primeiro foi “Pessoas Normais”. A princípio achei um tipo de escrita muito “linear” (o @ruan.felixs me explicou que essa escrita é chamada de “escrita sinestética”), mas depois aprendi a apreciá-la. O livro conta a história de duas amigas que se conheceram na faculdade e como a vida se desenrola pra ambas depois disso. Uma coisa que eu gostei é que elas trocam longos e-mails falando de tudo um pouco, desde o que acontece no dia a dia até questões filosóficas e descobertas de antigas civilizações e, assim como em pessoas normais, tem a questão de relações entre pessoas de diferentes classes sociais.

Vocês tem lido por aí? No último episódio do podcast falei sobre como ler tem o poder de nos transformar, nos permitir conhecer novos assuntos, imaginar novas possibilidades, além de nos ajudar a manter nosso cérebro ativo. Para ouvir esse episódio basta clicar no link abaixo: