Como reduzir o uso do celular?

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Talvez esse não seja o melhor momento pra fazer esse post, mas já era: eu fiz até um podcast a respeito disso (vou deixar o player pra você ouvi-lo no final dessa publicação). Sei que a pandemia tem feito a gente usar muito mais o nosso celular  – uma pesquisa contou que aumentamos o uso do celular em 88,4% nesse período – e é compreensível. Mas não tô falando só da pandemia. A gente já vem usando o celular indiscriminadamente há muito mais tempo.

Ganhei meu primeiro aparelho em 2003, com 15 anos e ele só mandava sms e fazia ligações. Em 2007, com o lançamento do primeiro iPhone, a indústria dos celulares se transformou e hoje temos um aparelho que, em último caso faz ligação. Nosso telefone é nosso DJ, nossa agenda, nosso banco, nosso jornal, nossa TV e muitas vezes nosso trabalho. Não quero demonizar o celular não, pois reconheço o quanto as tecnologias facilitam as nossas vidas, mas quero propor uma conversa pra gente entender melhor por que passamos horas do nosso dia de olhos grudados nessas telas.

O primeiro ponto é que existe todo um trabalho de engenharia e design nos aplicativos pra fazer com que passemos a maior parte do nosso tempo neles. O livro “Celular, como dar um tempo”, da Catherine Price, explica de forma muito simples todas essas questões que fazem com que nós estejamos cada vez mais viciados. É importante também nos questionarmos sobre os apps (especialmente das redes sociais) serem gratuitos. É que o que é vendido ali é a nossa atenção e quem paga por isso são os anunciantes. Quanto mais tempo a gente passa conectado no nosso telefone, maior a chance de vermos anúncios e de comprarmos algum bem ou serviço oferecido nas redes.

E por que nós ficamos viciados? Por que esses designs e trabalhos de engenharia são feitos pra gerar o “feedback comportamental” que manipula a química do nosso cérebro através da produção de dopamina, nos levando a comportamentos viciantes.  Sabe quando uma publicação sua tem muitas curtidas e comentários e gera aquela sensação gostosa? Então, nosso cérebro armazena essa informação sempre que esse tipo de coisa acontece e, com o passar do tempo, nosso cérebro libera a dopamina só da gente se lembrar dessa sensação. Por isso ficamos sempre atualizando as notificações pra ver se conseguimos sentir cada vez mais essa sensação boa.

Uma questão que também faz com que nós não queiramos largar o telefone é o FOMO (Fear of missing out), que é o medo de perder algo interessante ou importante enquanto estamos longes dos nossos celulares. Ninguém quer ser o último a saber das coisas, ainda mais hoje em dia que temos informação em tempo real. E o contrário do FOMO é o JOMO (Joy of missing out) que nos convida a reencontrar o prazer e alegria longe dos nossos celulares.

Com o FOMO e o nosso medo de perder algo, não damos conta do tempo que passamos conectados nas telinhas dos nosso celulares. Hoje em dia os aparelhos tem essa função de monitoramento de tempo e, sabendo do tempo que ficamos no aparelho existem duas coisas pra gente pensar: Vamos supor que o nosso aparelho mostre que passamos 3 horas por dia usando o telefone. Imagine se a gente usasse esse tempo pra poder aprender algo, ou pra passar tempo fazendo algo que nos trouxesse algum tipo de retorno. Se eu usasse 1 hora que fosse do meu dia, todos os dias, pra me dedicar a estudar um assunto ou aprender um instrumento, eu tenho certeza de que aprenderia razoavelmente rápido.

O segundo ponto é que a gente não passa 3 horas “corridas”no celular. Pegamos o aparelho várias vezes ao longo do dia e a quantidade do monitoramento nos mostra a somatória do tempo. E aqui tem um ponto bem interessante: os nossos celulares estão afetando a forma como aprendemos. Supondo que você esteja escrevendo um texto (como eu tô fazendo agora) e seu celular mostra notificações no whatsapp. Você vai querer ver. Então você para o que está fazendo pra ver a notificação (e muitas vezes não é nada importante). A linha de raciocínio é quebrada e pra você retomar esse fluxo de concentração leva um pouco de tempo.

O que tem me ajudado aqui a melhorar isso foi desativar todas as notificações. Assim não me sinto curiosa pra ver que mensagem eu recebi e consigo melhorar minha concentração. Tirar um dia da semana pra não acessar redes sociais nem internet também tem sido uma experiência muito bacana que tem me feito perceber a passagem do tempo de uma forma diferente. Sinto que consigo ficar mais presente e concentrada no que estou fazendo e me sinto plena e feliz naquele momento.

Se você tem a sensação de que passa tempo demais no telefone e que quando se dá conta seu dia passou, vale a pena repensar esse uso. Se, monitorando o tempo você vê que passa tempo demais em uma rede social, talvez valha a pena pensar no porquê de estar agindo assim. Não estou dizendo que você não deve se entreter nas redes sociais, ver memes e não fazer coisas “improdutivas” por lá. Talvez seja necessário apenas um ajuste pra não sacrificar a vida real (que no final das contas é que importa) passando tempo demais conectado ao celular.

Ouça meu podcast sobre esse assunto:

Slow Blogging

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Não sei você, mas sou de uma geração que só teve contato com a internet na adolescência. Minha infância foi longe das telas (computador naquela época era artigo de luxo) e a percepção do tempo e das coisas eram muito diferentes. Mas também reconheço os benefícios que as tecnologias e o acesso à internet trouxeram para as nossas vidas.

Quando minha mãe comprou um computador lá pra casa a gente não tinha acesso à internet ainda. Usávamos ele só pra fazer trabalhos e jogar joguinhos que já vinham no computador ou que alguém nos emprestava. Depois a internet chegou aqui no interior (era discada) e por isso tínhamos um limite de tempo de uso (só depois da meia noite e no final de semana pra gastar um pulso só! Rs…) Lembro que além do ICQ e MSN (que eu acessava na lan house), criei meu flogão. Ali postava as fotos de qualidade bem baixa tiradas na câmera do Léo, meu amigo. Migrei para o fotolog e também criei meu blog que era basicamente um diário virtual. A gente se abria mesmo, expunha os sentimentos, era tudo bem simples.

Em seguida teve o boom dos blogs de moda que fizeram todo mundo querer ter o seu também (eu inclusive tive um) e depois, com a síndrome do pânico e todas as mudanças pelas quais eu estava passando, criei esse blog, que a princípio era apenas pra registrar minha experiência de ficar um ano sem comprar nada, mas posteriormente acabou se tornando um local pra compartilhar meus anseios, reflexões e aprendizados na busca por autoconhecimento.

Quando me tornei vegana em 2016 fui para o instagram pra compartilhar meus pratinhos e a experiência de ser vegana em uma cidade pequena. A conta foi crescendo e aquele se tornou meu principal foco de produção de conteúdo. Abandonei esse blog, mas depois decidi retomar as publicações aqui também. Entendi que o que eu acredito como vida simples conversa muito com outros movimentos como o veganismo e por isso resolvi voltar pra cá. E por último, veio o podcast que tem sido uma experiência muito prazerosa de produzir.

Então, tô aqui criando conteúdo na internet há 7 anos. Já fui a pessoa super produtiva, que postava todos os dias, até sentir o cansaço me consumir e começar a pensar na quantidade de conteúdo produzido e no quanto é exaustivo produzir com responsabilidade. Entendo que a internet demanda conteúdo rápido e novo todos os dias e geralmente os perfis que produzem dessa forma tem toda uma estrutura pra poder dar conta. Mas quem produz de forma independente se sente sobrecarregado e realmente não consegue acompanhar tudo isso.

Pra vocês terem uma ideia: meu trabalho pra produzir um episódio do podcast leva pelo menos 6 horas entre: pensar no tema, escrever roteiro, gravar, divulgar, criar arte e distribuir nas plataformas. E esse é só um dos conteúdos que eu crio fora o trabalho que tenho e que paga as minhas contas. Tudo isso tem colaborado pra me fazer questionar essa necessidade de novidade o tempo todo. Já existe muita coisa legal disponível que podemos usufruir, aprender, rever e consumir. A quantidade de informação que consumimos tem nos deixado “infoxicados“, exaustos mentalmente. E isso vale pra todo mundo, pois todos são produtores de conteúdo em maior ou menor grau, já que se temos um perfil em uma rede e o alimentamos, estamos produzindo conteúdo.

O que eu mais tenho ouvido das minhas amigas que também produzem conteúdo é que todas estão cansadas de tentar postar todos os dias pra serem vistas pelos seus seguidores. Produzir de forma responsável requer que estudemos, compreendamos o conteúdo, façamos ele conversar com a nossa história e o transformemos em algo que tenha uma pitada da gente pra depois poder compartilhar com outras pessoas. E isso não dá pra ser feito da noite para o dia.

Só que quando nós reduzimos a velocidade dessa produção, perdemos visibilidade, já que as redes são projetadas pra que passemos a maior parte do nosso tempo conectados à elas, pois o que é vendido ali é a nossa atenção (são os anunciantes quem bancam o nosso uso gratuito das redes) e que pode ser convertida na compra de um bem ou serviço. Por isso é interessante que passemos mais e mais tempo conectados. No final das contas a gente precisa escolher o que fazer e tentar encontrar um ponto de equilíbrio que não sacrifique nossa paz e nossa saúde mental. Devemos encontrar alternativas que nos possibilitem continuar a realizar o nosso trabalho on-line, mas não nos sentirmos culpadas por não dar conta de tudo, nem de produzir em alta velocidade.

E aí que entra o slow blogging que nada mais é do que “postar devagar”. É reduzir a velocidade das postagens e produzir com mais calma, respeitando nosso ritmo (mesmo que isso implique não seguir as regras das redes de estar presente todos os dias). O slow blogging conversa muito com o slow living e a vida simples, onde priorizamos as coisas que são importantes pra nós. Por aqui reduzir o volume de produção tem dado certo. No começo eu me sentia meio culpada, mas acho que cada um sabe onde aperta o sapato e de nada vale um feed perfeito e a saúde mental péssima, não é mesmo?

Tenho tirado os domingos pra não usar internet e tem sido maravilhoso. Aos domingos eu sou só a Bruna. Apenas existo e vivo a vida real. Nas segundas eu retorno e a cada semana, venho tentando entender o que eu quero mudar nesse trabalho com as redes, em como posso produzir no meu tempo, do meu jeito, sem pressão. E tô feliz em seguir esse caminho.

No episódio dessa semana do podcast falei um pouco sobre isso e sobre a produção de conteúdo.

8 passos para uma vida virtual mais saudável

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Imagem: Google

Atualmente, viver longe do ambiente virtual é uma tarefa quase impossível. A internet vem facilitando muito nossa vida ao longo dos tempos nos permitindo manter contato com os amigos, conhecer pessoas que compartilham de valores semelhantes aos nossos, além de nos manter informados do que vem acontecendo no mundo. Mas ao mesmo tempo em que essa conexão nos traz inúmeros benefícios, muito tem se falado a respeito do quão exaustos estamos psicológica e mentalmente devido ao grande consumo de informação. E me incluo nisso, pois venho me sentindo cada vez mais cansada e percebendo que passo mais tempo conectada do que gostaria.

Além de tudo isso, acreditamos que o que vemos de alguém nas redes sociais é a verdade sobre sua vida, quando, na realidade, o que é compartilhado nas redes nada mais é do que um fragmento da nossa história, o registro de um pequeno momento. Então, pra tentar dar uma aliviada e nos ajudar a rever nossa maneira de nos relacionar com a internet, resolvi compartilhar algumas coisas que tem me ajudado a encontrar um ponto de equilíbrio entre estar on e off line.

1- Deixe para acessar seu telefone pelo menos uma hora depois de ter acordado

Confesso ser a pessoa que já acorda e vai checar o telefone, mas ando revendo essa questão. Quando acessamos nossas redes logo no início do dia, é o conteúdo dessas mensagens/informações que dita nosso humor e o ritmo do dia. Pode ser que você se depare com uma notícia muito boa ou algo ruim, então é melhor acordar, fazer sua rotina matinal (leitura, exercício físico ou qualquer outra coisa), tomar um café tranquilo para só depois verificar as atualizações. Dessa forma você “entra no dia” sem tantas influências exteriores.

2 Desative as notificações

Quem nunca correu pra conferir a notificação no telefone achando ser algo super importante quando na verdade era só uma mensagem de bom dia em um dos grupos que participa? Essas notificações acabam nos tirando a atenção da execução de tarefas importantes. Desativá-las é uma boa alternativa para que você não seja interrompida ao longo de suas atividades. Eu fiz isso no meu telefone e a sensação é de alívio. Além disso, desativei também a visualização de mensagens no aplicativo de chat. Elas me davam  a sensação de necessidade de responder instantaneamente, como se a minha vida ou a vida da outra pessoa dependessem exclusivamente disso. Se a pessoa precisar falar comigo com urgência, basta ligar.

3- Saia de grupos 

Os chats de grupos são uma baita tentação de nos fazer querer ver o tempo todo o que está rolando de conversa e as vezes (na maioria delas) não é nada realmente relevante. Essas pequenas checadas nos grupos acabam por tirar nossa atenção e quando nos damos conta o dia passou e não conseguimos cumprir o nosso planejamento. Além disso existem alguns grupos que  na verdade não são muito úteis, então, escolha dos quais deseja fazer parte. Melhor ter poucos grupos no quais você consegue ser presente e interagir, do que participar de muitos que você mal consegue acompanhar as mensagens.

4- Estabeleça um horário para acessar as redes

Uma boa alternativa é escolher horários específicos para verificar suas redes/e-mails/bate papos. É muito tentador querer ver as novidades à cada notificação que aparece nas nossas telas. Alguns estudos mostram que essa sensação de “bem estar” que sentimos quando verificamos nossas notificações pode ser altamente viciante. (O livro “Celular, como dar um tempo” da Catherine Price fala disso.). As redes sociais foram criadas para prender nossa atenção pelo maior tempo possível e por isso é preciso estabelecer limites para que não sacrifiquemos as nossas relações “reais” pelas “virtuais”.

5 Faça uma limpa nos seus contatos

Mudamos no decorrer dos anos e é natural que as pessoas com as quais nos identificávamos também mudem. Portanto, de tempos em tempos é bom fazer uma limpa nas nossas redes e acompanhar pessoas com as quais nos identifiquemos mais. Além disso, existem pessoas cujo conteúdo pode nos despertar algum tipo de gatilho. Por ex: se você segue muitos perfis fitness, tende a achar que não é boa o bastante porque não consegue ir na academia todos os dias nem ter a barrida trincada. Tem também aqueles perfis de “pessoas com vidas perfeitas, que sempre viajam, estão em um relacionamento incrível e vestem roupas maravilhosas”. Na verdade mesmo sabendo que o conteúdo postado por elas (e por nós também) é devidamente curado e representa apenas uma parcela da vida,  acabamos achando que elas são assim 100% do tempo e que estamos muito erradas, já passamos por problemas, não temos grana pra fazer esses passeios incríveis e não podemos largar tudo pra fazer um mochilão por aí.  As vezes deixar de acompanhar esse tipo de conteúdo é o melhor que podemos fazer para nossa saúde mental.

6- Descadastre-se de sites e newsletters

A quantidade de informações que consumimos atualmente é assustadora e além de não conseguirmos assimilar todo esse conteúdo, informação demais nos sobrecarrega. Verifique se os e-mails que você recebe tem a ver com o atual momento que você está vivendo. Por ex: eu me descadastrei de várias newsletters de lojas virtuais. Além de não conseguir acompanhar o conteúdo que elas me mandavam, era fácil me deixar levar pela promoção do dia. Prefiro receber notificações de sites cujo conteúdo de alguma maneira me acrescenta e de assuntos que fazem parte do meu interesse no momento. Ainda assim não assino muito conteúdo justamente por não conseguir ler tudo e depois me sentir culpada.

7- Desconecte-se do telefone pelo menos uma hora antes de dormir

Sabia que as telas de nossos computadores e telefones inibem a produção de melatonina, aquele hormônio que nos diz que é hora de dormir? E não é só isso: o conteúdo que consumimos nos estimula e faz com que o relaxamento necessário para nos induzir ao sono seja prejudicado. Vale a pena se desligar das redes sociais pelo menos uma hora antes de dormir. Colocar uma música gostosa, preparar um chá, conversar com seus familiares e até mesmo ler são uma boa alternativa. No caso da leitura, é legal escolher algo tranquilo e relaxante que não te prenda a atenção a ponto de perder o sono.

8- Tire o final de semana pra se desconectar

Minhas experiências de passar o final de semana longe do telefone tem sido cada vez melhores e estou me comprometendo a acessar minhas redes sociais durante a semana (e organizar meu trabalho por aqui) para poder passar o final de semana inteiramente presente, curtindo a companhia das pessoas que gosto e sem me preocupar tanto com as notificações quanto com querer compartilhar aquele momento nas redes. Até posso (e vou) registra-lo mas vou deixar para postá-lo depois. A Contente.vc fez uma série de postagens sobre o assunto e eu até participei de uma delas!

Indicações para complementar o texto:

– episódio #41 do Outras Mamas

–  episódio #41 da Obvious

– esse vídeo da Ellora sobre saúde mental e redes sociais:

Detox Digital

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Ano passado fiz uma experiência transformadora: passar um final de semana longe do telefone. Parece algo simples, mas quem trabalha na internet (que é meu caso) sabe o quanto somos dependentes desse aparelhinho. Amo poder usar as redes sociais para promover valores e causas que acredito, pra dividir minhas experiências, conhecer pessoas… Mas ao mesmo tempo vejo como as redes sociais podem ser nocivas se nos deixarmos levar por elas sem uma análise criteriosa.

Ganhei um livro de uma amiga que me trouxe informações muito importantes a respeito do uso do aparelho celular e seus aplicativos. Dentre inúmeras questões abordadas, o livro fala sobre como alguns estudos estão mostrando que a maneira como nos relacionamos com nossos smartphones estão mudando completamente nossa forma de estimular o pensamento crítico. Além disso, o modo como as informações nos são apresentadas na internet tem ameaçado nossa memória e capacidade de concentração, além de levar muitas pessoas a desenvolveram sinais de problemas psiquiátricos como TOC e TDAH.

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Esse é o livro!

Estamos viciados em nossos aparelhos celulares. É só parar para (auto)observar:

  • Quantas vezes você pega seu telefone pra dar uma olhadinha durante o dia?
  • Quantas vezes você pegou o telefone pra ver a hora, viu as últimas atualizações das redes sociais (e nisso lá se vai mais tempo) e quando se deu conta esqueceu de olhar as horas?
  • Quantas vezes durante em uma conversa você automaticamente pega o telefone pra ver alguma coisa?
  • Quantas vezes saiu de casa sem telefone e voltou correndo pra pegar?
  • Quantas vezes, ao invés de aproveitar um determinado momento, se preocupou em registra-lo?

Todos esses questionamentos acima faço constantemente a mim mesma. Reconheço que sou bastante viciada e que passo mais tempo do que eu gostaria conectada à internet. Mas acredito que o fato de ter consciência disso já é o primeiro passo para uma mudança de hábito.

Agora, voltando à experiência do “detox digital” (essa expressão eu conheci através da Contente), nas duas vezes que fiz, a sensação foi incrível. Iniciei na sexta-feira à noite e fui até segunda de manhã. A ideia era não usar a internet (nem do computador) e deixar o telefone apenas para recebimento de SMS e ligações. Algumas pessoas inclusive preferem desligar o telefone durante esses período. Percebi que:

  • tive tempo de sobra pra fazer as coisas;
  • consegui ler mais;
  • estava plenamente presente nos encontros e na execução das atividades as quais me propus;
  • a ansiedade e o medo de perder algo importante aos poucos deram espaço a uma sensação de tranquilidade;
  • consegui relaxar;
  • não me preocupei em tirar fotos de nada;
  • apreciei coisas que são importantes pra mim;
  • não perdi nada de importante

Reconheço, é claro, que a internet e as redes sociais são ferramentas incríveis se usadas com discernimento, pois os aplicativos, sites e tudo o que envolve esse meio são criados para fazer com que passemos o máximo de tempo possível conectados a eles. Cabe a nós, então, encontrar um ponto de equilíbrio onde consigamos estar na internet para compartilhar o que desejamos sem sacrificar a nossa paz e nossa saúde mental.

Você já fez uma experiência do tipo? Se sim, compartilhe como foi!