Você não vai agradar todo mundo

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Das poucas certezas que temos na vida, sem sombra de dúvidas essa é uma delas: não vamos agradar todo mundo.

Infelizmente muitas de nós passamos boa parte das nossas vidas tendo como meta a aprovação das pessoas, deixando de fazer o que gostaríamos e até nos indispondo com nós mesmas para sermos aceitas em um determinado grupo ou pelas pessoas que amamos.

Mas a gente se fere quando faz isso. Ferimos a nossa essência, nossa individualidade, que é aquilo que temos de valor e que nos permite oferecer uma contribuição única para o mundo. Do nosso jeito. Com a nossa cara.

É claro que ninguém quer ser rejeitado. Se sentir pertencente e bem quisto faz parte das nossas necessidades básicas, mas até que ponto vale a pena abrir mão de quem somos pelos outros?

Confesso que já passei um bom tempo tentando me encaixar em moldes até entender a importância de me libertar disso, de fazer o que eu queria por mim, porque me trazia realização. Quando deixei de dar tanta importância ao que os outros pensavam de mim, consegui direcionar essa energia para colocar em prática o que eu queria, pensando em mim e na minha realização pessoal.

Tem um episódio do podcast sobre esse assunto. Clique abaixo para ouvir:

 

O momento perfeito

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Será que existe um momento perfeito pra fazer algo, quando tudo está perfeitamente alinhado e sob controle?

Acho que em alguns momentos sim, os ventos sopram a nosso favor, mas na maior parte do tempo é muito mais sobre a gente ajustar as velas e assumir o leme das nossas próprias vidas, aprendendo a lidar com o que temos e com as circunstâncias que vão se apresentando ao longo do caminho.

Eu idealizei muitas coisas nesses 31 anos de vida e passei muito mais tempo no mundo da imaginação do que colocando, de fato, minhas ideias em prática. E sinto que isso tinha a ver com diversas questões: medo de não ser boa o suficiente, medo de não dar conta do recado, medo da reprovação dos outros, de não dar certo… E nisso muita ideia legal morreu ali na cabeça mesmo.

Hoje, um pouco mais madura, percebo que a realização pessoal em fazer algo, alinhada, claro, com planejamento, é muito mais importante do que receber aplausos e reconhecimento das pessoas. Claro que é ótimo quando um projeto nosso ganha visibilidade, quando ele pode ser útil pras pessoas e ajudá-las de alguma forma… Mas nem sempre isso vai acontecer. E tudo bem.

Enquanto passarmos a vida esperando pelo momento ideal, muitas oportunidades passarão. Sei que as vezes o medo é grande, mas é melhor correr o risco e errar do que passar a vida cogitando como seria se tivéssemos feito algo. Nós nunca vamos ter 100% de certeza sobre nada, mas se o nosso desejo de fazer algo é genuíno, se está no nosso coração, valerá a pena, independente do resultado.

Falei mais disso no último episódio do podcast, disponível abaixo.

 

Às vezes é bom não insistir

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Adoro perceber os ensinamentos que a vida nos traz nas coisas mais simples: hoje resolvi fazer um bolo de cenoura, bolo esse que já fiz milhares de vezes e sempre deu tudo certo. Mas eis que hoje o bendito bolo não só não cresceu como ficou cru. Formou uma casca por fora, mas por dentro não assou.

Ontem estava toda feliz porque consegui fazer uma receita de pão de beijo (versão vegana do pão de queijo) tomando uma base de receita mas não seguindo as quantidades exatas, que ficou incrível no formato, textura e sabor. Aí hoje, nessa receita que segui como sempre, deu errado.

Mas olha se não é a vida mostrando que um dia as coisas vão dar muito certo e em outros não. E que faz parte. E eu na minha inocência, acreditando que dava pra salvar o bolo ainda fiz uma calda de chocolate e quando fui comer definitivamente não deu. Precisei descartar com dor no coração, porque né, é comida.

E aí fiquei aqui refletindo com meus botões sobre o aprendizado do dia: às vezes é bom não insistir. Em quantas coisas continuamos colocando nossa energia mesmo quando estamos vendo que não vão dar certo? Tudo bem abrir mão, abandonar, não insistir porque percebemos que não tem conserto. Aqui foi o bolo (um exemplo simplista, claro), mas vale pra tudo na vida: projetos, relações, trabalhos. Não é sinal de fracasso abrir mão de algo. Pelo contrário: é sinal de que você se conhece a ponto de saber o que não vale mais a pena e como direcionar sua energia e seus esforços pra algo que tenha significado.

E assim fechamos o domingo.

 

A luz

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Das muitas coisas que eu gosto, esse sol de outono, sem dúvidas, é uma delas. Não sei se é necessariamente esse tom alaranjado que me agrada muito esteticamente ou se é pelo fato de que essas novas colorações anunciam uma nova estação e que o outono é um momento que nos convida a ir sossegando e aquietando, esperando a entrada do inverno chegar. E que por mais que eu tenha aprendido a gostar do verão, é das temperaturas mais amenas que eu gosto mais.

Nunca fui muito ligada a essa coisa de estação, mas sinto que depois que passei a pedalar, caminhar e a estreitar meus laços com a natureza, hoje percebo mais facilmente suas transições através dos detalhes: da temperatura que baixa ou aumenta, do dia que fica mais curto ou mais longo, e observando a natureza sinto que consegui também me entender melhor.

Cada estação nos remete a determinados movimentos: o outono e o inverno, por exemplo, nos convidam ao recolhimento, nos fazem querer comer coisas mais quentes, ficar mais em casa e estar mais na nossa própria companhia ou reunidos em grupos menores de pessoas. São períodos que nos deixam mais introspectivos. Já a primavera e o verão nos convidam a recomeçar, a aproveitar a vida fora de casa, a fazer mais atividades, a sentir a água do mar e da cachoeira geladinhas e refrescantes. São períodos mais expansivos.

Já disse que detestava o verão, mas acho que é só porque eu não aproveitava muito bem o que ele tinha a me oferece: não ia nas cachoeiras e estava há tanto tempo sem ir à praia. E eu também não entendia que a primavera e o verão (e o que eles remetem) são necessários para completar os ciclos dos quais nossa vida é composta. É no outono que eu amo fotografar, que a luz fica douradinha, que o frio é gostoso mas não é tão incômodo. É a “minha estação” o que me faz entender que embora eu entenda a necessidade de expandir, sou uma pessoa mais introspectiva.

Sinto que esse ano antecipamos outono e seu significado: por aqui vou aquietando, deixando ir o que precisa (nem sempre com facilidade) e me preparando para o inverno que logo vai chegar. Mas eu sei que ele vai passar, e que a primavera virá nos mostrando que tudo renasce e que a gente sempre deve seguir em frente.

Sem sair de casa saio caçando a luz pelos cômodos e hoje dei a sorte de fazer esse clique, que uniu duas coisas que gosto muito: a luz do outono e um doguinho.

Um dia de cada vez

Desde que entrei em isolamento social ontem foi um dos dias mais estressantes pelos quais passei. Respirei fundo o dia todo, tretei, chorei… Acho que eu realmente tava precisando desabafar e tirar algumas coisas de dentro de mim. Tem quem pense que quem escolhe “uma vida mais simples” leva tudo com leveza e a gente até tenta, mas não tem santo que dê conta de lidar com certas coisas. Se ontem foi um dia em que só esperei um segundo passar depois do outro, hoje foi bem diferente.

Pinguei uma gotinha de óleo essencial de lavanda no meu travesseiro na hora de dormir e senti que o sono foi revigorante mesmo. Acordei às 05:30 descansada. Aliás o óleo de lavanda é muito bacana pra ansiedade. É barato e dura bastante. O meu tá aqui tem uns 2 anos e só acabou porque eu não sabia que era pra usar só uma gota e despejava o negócio nas coisas.

Tomei um café da manhã, sentei pra finalizar alguns trabalhos, almocei, vi umas notícias e deitei pra ver um filme. Choveu por aqui e o dia ficou nublado, então ao invés de dar uma lida em um material que quero estudar, resolvi ver um filme. Assisti “o estágiário” e gostei bastante. Não sou uma grande crítica e analista de filmes, mas gostei. Me emocionei. Quando deitei pra ver o filme,  gatinha que tá sendo nossa hóspede nesses dias (foi castrada e está em busca de um lar) veio deitar comigo. Aliás ela tem ficado grudada em mim desde a semana passada, que é quando resgatamos e castramos e eu que nunca fui a pessoa dos gatos tô encantada com a fofurice desse bichin.

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Esse serzinho dorme o dia todo…

Hoje tô vencendo a preguiça e indo me exercitar nem que seja um pouquinho. E também tô entendo que meu ritmo tá mudando porque meu período menstrual tá chegando e desde que entendi que nessa fase as coisas funcionam de maneira diferente pra mim, tá sendo mais fácil lidar com algumas questões. Seguimos por aqui, um dia de cada vez,  hoje respirando mais leve, afofando gatinhos e catioros. Amanhã eu espero pra ver como vai ser.

Alvorada

Não sei quando que começou meu encantamento pela transição da noite para o dia. Quer dizer, é bem provável que tenha acontecido a partir do momento que comecei a levar meus cães pra passear nesse horário e tive a oportunidade de contemplar esse momento. Esse era o único horário em que todos podiam ir soltos e não havia um grande movimento de pessoas.

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Mesmo que eu esteja sempre no mesmo lugar, a cada dia capto algo diferente. Tudo depende da estação e da hora em que o registro é feito e com isso fui percebendo o que mais me agrada: gosto muito dos dias em que o céu tem algumas nuvens pois a luz do sol nelas se transforma em um espetáculo, mas também gosto dos dias com céu limpo e luz alaranjada, bem típico do outono. Essa contemplação me fez enxergar a beleza e as particularidades de cada estação, os movimentos e a duração das transições.

Agora, em isolamento, tenho sentido muita falta desses momentos, já que no outono é a época em que mais gosto de fazer esses registros. Mas tudo bem, existem outras coisas pra registrar e aprendo a me adaptar à circunstância que que está disponível. Espero que em breve poder apreciar tudo isso de novo.

 

Por aqui…

 

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Tenho tentado lidar com o atual momento da maneira que dá: um pouco de informação e um pouco de meme pra não entrar em pânico. Também estou mantendo minha rotina de produção de conteúdo pras minhas redes sociais (e para as quais trabalho), lido, me exercitado aqui no quintal, tentando manter contato com os amigos e ficando na companhia dos doguinhos.

Leituras edificantes (especialmente as espiritualistas) e pensamento elevado também tem sido meus grandes aliados nesse momento, mas ontem a tarde, depois de fazer meus exercícios físicos olhei para o céu e chorei. Fiquei pensando em quando teremos a chance de poder caminhar por aí novamente e contemplar todas as coisas “banais”. Temos percebido que é quando não podemos usufruir de algo que reconhecemos seu valor.

A gente sabe que esse momento vai passar, mas o medo de perder quem amamos e incerteza do que nos aguarda lá na frente tem nos deixado em um estado muitas vezes difícil de administrar. Estamos ansiosos, desanimados, pois ao mesmo tempo em que temos tempo livre pra fazer o que pudermos, a nossa cabeça parece não conseguir focar por muito tempo em uma atividade. Tem havido uma cobrança pra gente fazer coisas, mas não precisamos nos forçar a nada. Faça um curso online, veja um filme e uma série apenas se quiser.

Uma amiga comentou dia desses que as atividades manuais tem ajudado muito nesse momento: pintar alguma coisa, reformar outra (com materiais que temos em casa), mexer na terra, reaproveitar potinhos pra se tornarem recipientes pra plantar, organizar aquela papelada que tá meio bagunçada, fazer uma limpa no guarda roupa… Hoje mesmo me comprometi a dar uma geral no quarto, lavar meus sapatos, pensar em algumas coisas pra cozinhar com os ingredientes que tenho aqui, trabalhar um pouco e descansar também. Aliás, a gente costuma falar que trabalho é só o que é remunerado, mas não é bem por aí: tudo o que demanda tempo e dedicação nossa é trabalho, mesmo que não recebamos nada.

Entre toda essa mistura de sentimentos e sensações, a gente segue mais do que nunca vivendo um dia de cada vez e colaborando para o bem comum fazendo a nossa parte. Nunca foi tão importante (e urgente) a somatória das nossas ações para que, juntos, possamos conseguir o resultado desejado. Sigamos.

 

vivendo uma vida mais simples

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Dia desses me peguei pensando sobre todo esse caminho que venho trilhando desde que conheci a proposta de viver uma vida mais simples. São 7 anos em que tudo se transformou de uma maneira tão intensa que parecem existir duas pessoas: a que viveu antes e depois desse processo.

É claro que com toda essa bagagem a gente segue revendo, amadurecendo, aprendendo e adaptando tudo o que esse viver mais simples propõe. Sinto que começamos querendo nos desfazer de tudo loucamente, meio que como uma forma de organizar a nossa bagunça e quem sabe, no meio a tanta coisa acumulada, encontrarmos partes de nós que achávamos estarem perdidas.

Já desfiz de muita coisa, assim como adquiri outras. Entendi que reduzir coisas é só uma pequena parte desse processo que, simbolicamente, nos convida a esvaziar espaços dentro de nós mesmas que vivem acumulados: muito trabalho, muitas atividades, muitas pessoas. Essa vida simples que a gente busca não é sobre abandonar tudo e morar no mato. Tem mais a ver com se conhecer melhor e se sentir confortável com quem você é, e com suas escolhas. É sobre a gente despir as máscaras que criamos para que sejamos aceitas e nos sintamos parte de um todo, para finalmente assumir nossa verdadeira identidade e viver de acordo com o que toca nosso coração.

Experimentei muitas fórmulas pra simplificar, mas só consegui essa “vida mais simples” quando abracei minha história, reconheci meus limites, aceitei meus defeitos e parei de comparar a minha jornada com a de outras pessoas. Quando me libertei da ideia que tinha sobre simplicidade compreendi que todos podemos ser mais simples independente de onde estejamos ou de quantas peças de roupas tenhamos. Entendi que a gente tem coisa demais porque acredita que a felicidade está nelas e que talvez se começarmos a procurar em outros lugares, nas experiências, nos pequenos detalhes, talvez a felicidade esteja mais perto do que a gente imagina.

 

A gente muda

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Uma amiga levou 10 anos pra construir sua casa. Me recordo da época da faculdade quando ela deu início à obra e dos planos que tinha pra construção. Nesse meio tempo, muitas coisas dentro do projeto mudaram e, conversando com ela depois da mudança pra casa nova, ela me disse que hoje faria uma construção completamente diferente da que fez. Não que ela não esteja feliz com essa conquista, mas sua percepção das coisas e seus gostos se transformaram muito nesses anos.

Quanto mais resistimos a mudança, mais a vida parece ficar amarrada. Sabe quando você tem um desejo e depois de um tempo trabalhando na sua realização percebe que talvez ele não faça mais sentido pra pessoa que você é hoje, mas pensa “poxa, eu tô quase lá, não posso desistir agora”? Será que não pode mesmo? E se não, por quê? Claro que existem algumas questões a serem levadas em conta, se não é a exaustão do processo, mas precisamos entender que está tudo bem abandonar projetos que não estão afinados com quem somos hoje.

Não é sinal de fracasso abandonar algo que não tem mais sentido na nossa caminhada. Aliás, eu diria que é muito corajoso encarar os fatos e fazer mudanças que estejam alinhadas com a pessoa que nos tornamos porque não estamos “finalizados”. A vida está acontecendo a todo instante e a gente segue passando por ela, mudando todo dia. O tempo todo estamos nesse processo de revisão e adaptação e resistir a isso é resistir à fluidez da vida.

Acontece que viemos de uma geração que tinha essa vida muito bem esquematizada: estudar, conseguir um bom emprego, formar família, aposentar… Só que tudo mudou e tudo está mudando o tempo todo. Existem outras possibilidades. Talvez casar e ter filhos não faça parte dos seus planos e tudo bem. Você não precisa ter uma carreira só a vida toda, dá pra mudar a qualquer hora ou trabalhar em mais de uma coisa ao mesmo tempo. Você também pode continuar se dedicando a projetos que são importantes pra você, independente da sua idade.

Podemos reescrever o roteiro da nossa vida a qualquer instante. Nada é definitivo. Desapegar de quem fomos e abraçar quem estamos nos tornando nos deixa mais leves pra seguir o fluxo da vida. Enquanto houver ar em nossos pulmões, existe a chance de nos renovarmos e de encontrarmos o caminho que nos fará feliz.

Cães: nossos grandes amigos

Os cães tem o poder de nos ensinar a aproveitar o momento. Se divertem com uma garrafa vazia, com uma poça de água ou uma bolinha. Pra eles, não importa se está chovendo ou se tem sol, tudo é uma oportunidade pra brincar e ser feliz.

Quando tive síndrome do pânico e depressão, foram os meus cães que me deram forças pra continuar. Meu compromisso com eles, seja de passear todos os dias ou lhes dar cuidado e carinho me manteve firme quando tudo o que eu queria era desistir. Foram eles que me salvaram, que continuam a alegrar meus dias, que me ensinam a valorizar cada instante e a vivenciar o amor de uma forma leve e desinteressada.

Muitas vezes me peguei pensando em como alguns animais tem a sorte de viver em lares amorosos, onde recebem amor e carinho, enquanto outros já nascem sofrendo ou vivem uma vida dura e de maus tratos. Há alguns anos atuo na causa animal e já vi muitas histórias tristes. Mas também vi histórias de superação e participei de muitas adoções responsáveis e carinhosas e são essas que nos motivam a continuar trabalhando para que todos os animais tenham a chance de viver uma vida digna e amorosa.

Cada animal que passou pela minha vida deixou uma lembrança especial, mas todos me ensinaram a viver o presente da melhor maneira que puder. Todos eles me mostraram que o que realmente importa é quem somos e não nossas posses e que nosso afeto é o que de mais valioso temos para oferecer. E que tudo bem se a nossa roupa se sujar e nossa casa se encher de pêlos – por que com o passar do tempo não vai ser de uma roupa que vamos nos lembrar, mas do amor que recebemos e dos bons momentos compartilhados.

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Te amo, Rebinha! Que você esteja correndo e brincando nos laguinhos, onde quer que esteja