Sobre limpezas….

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Essa semana limpei meu quintal. Quer dizer, não fui eu que limpei, mas fui eu quem procurou a pessoa que fizesse o trabalho, já que deixamos que a situação chegasse ao ponto de nem dar pra andar por lá, tamanha altura do mato. Como a terra aqui é boa e fértil, nasceu mato de tudo quanto é tipo e umas raízes grosas que eu nunca tinha visto brotaram e se espalharam pro toda a extensão do terreno. Depois que ele foi limpo, o mato cortado ficou num cantinho, pra esperar secar e se transformar em adubo. 

Parada, olhando pra ele debaixo de uma chuva que cai fima e constante desde a noite de sábado, percebi como esse processo de limpeza cabe exatamente dentro do momento em que estou vivendo. Descuidei e não fiz a limpeza adequada nem na terra e nem dentro de mim. Priorizei outras coisas, deixei que ervas daninhas (que nada mais são do que plantas indicadoras de qual nutriente existe em excesso ou falta em determinado lugar) crescessem sem parar para observar o que elas queriam me mostrar.

No solo elas me diriam que há pouco ou muito nutriente. Nas minhas emoções, que talvez eu devesse analisar do que estava me nutrindo. E junto com esse matagal que cresceu no meu quintal, cresceu dentro de mim um monte de sentimentos que tomaram uma proporção que eu não esperava. Precisei de ajuda e sinto ter demorado para pedi-la. Isso me fez reconhecer que não dá pra querer fazer tudo sozinho, seja cuidar das emoções ou desbastar um monte de mato.

Com essa limpeza eu consegui ver o chão de novo. Notei que um pé de jaca e duas goiabeiras já estão enormes e que até um abacaxi tinha sido plantado ali pela minha mãe, mas eles estavam tão camuflados que nem os notei. Do lado de dentro tenho conseguido observar sentimentos e emoções através de outras perspectivas. Pessoas com as quais conversei usaram suas palavras como facão e arco para me ajudar a limpar e a ver coisas que eu já não mais conseguia mais.

Vendo o chão de terra também enxergo espacinhos abertos dentro de mim. Alguns sentimentos e emoções precisaram de um tratamento seja de poda ou de arranque pela raíz porque traziam mais prejuízo do que benefício. Agora consigo analisar melhor o terreno e escolher o que plantar dentro e fora de mim. E escolhendo o que plantar escolho também a melhor maneira de cuidar de tudo isso. Assim, aguardo o momento em que a primavera florescerá no meu quintal e dentro de mim.

 

Um exercício para se conhecer melhor!

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Semana passada iniciei um curso sobre liderança. No primeiro dia de aula, o professor propôs como “dever de casa” um exercício para que pudéssemos fazer uma avaliação da nossa vida. Nos últimos tempos, mais do que nunca, compreendi que para liderar (projetos, pessoas, a si mesmo), é essencial que nos conheçamos de maneira mais profunda. Dessa maneira seremos capazes de reconhecer nossos pontos fortes e fracos para nos aprimorar, e também conseguiremos inspirar as pessoas a fazer o mesmo.

As duas reflexões que ele nos estimulou a fazer, foram:

1- Busque um momento de introspecção e procure voltar à sua infância (nove ou dez anos, mais ou menos. Lembre-se do que você gostava de fazer naquela época. Usando sua imaginação, ponha-se a conversar com esse (a) jovenzinho (a) e pergunte a ele (a): você, olhando pra mim, está feliz com o que se tornou?

2- Posteriormente responda: Quem é você? Não se trata do que você faz, e sim, daquilo que você traz em si a vida toda. Se necessário, reconcilie-se consigo mesmo, procure a harmonia e retome seus ideais transformando-os em projetos. Dê sentido à sua vida!

Gostei bastante do que ele propôs e pra quem já está nessa caminhada de se conhecer melhor é um exercício que pode ajudar bastante a nos conectar com as coisas que gostávamos de fazer, com sonhos antigos e projetos que acabamos deixando de lado ao longo da nossa caminhada. É interessante fazer um balanço e avaliar o que deu certo, o que não deu, o que mudou e o que continua conosco nesses anos todos.

Espero que essa atividade simples possa te auxiliar de alguma maneira no processo de se conhecer melhor.