Você não vai agradar todo mundo

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Das poucas certezas que temos na vida, sem sombra de dúvidas essa é uma delas: não vamos agradar todo mundo.

Infelizmente muitas de nós passamos boa parte das nossas vidas tendo como meta a aprovação das pessoas, deixando de fazer o que gostaríamos e até nos indispondo com nós mesmas para sermos aceitas em um determinado grupo ou pelas pessoas que amamos.

Mas a gente se fere quando faz isso. Ferimos a nossa essência, nossa individualidade, que é aquilo que temos de valor e que nos permite oferecer uma contribuição única para o mundo. Do nosso jeito. Com a nossa cara.

É claro que ninguém quer ser rejeitado. Se sentir pertencente e bem quisto faz parte das nossas necessidades básicas, mas até que ponto vale a pena abrir mão de quem somos pelos outros?

Confesso que já passei um bom tempo tentando me encaixar em moldes até entender a importância de me libertar disso, de fazer o que eu queria por mim, porque me trazia realização. Quando deixei de dar tanta importância ao que os outros pensavam de mim, consegui direcionar essa energia para colocar em prática o que eu queria, pensando em mim e na minha realização pessoal.

Tem um episódio do podcast sobre esse assunto. Clique abaixo para ouvir:

 

#DesafioUVMS

Criei um desafio lá no instagram chamado #desafiouvms que consiste em registrar algo na sua rotina seja em casa ou nas vezes em que precisa sair pra gente tentar enxergar um pouco de beleza na nossa rotina e no nosso entorno. Estamos passando por um momento tão desafiador com a pandemia que ficamos nessa gangorra de sentimentos e sensações: ora estamos bem, animados, dispostos, ora ficamos tristes, inseguros, sem saber o que fazer.

A ideia é dar uma desanuviada na cabeça. Nas últimas semanas eu estava bem no modo “full pistola” com muitas coisas, mas entendo que faz parte e que na atual conjuntura, na situação em que nosso país se encontra é impossível ficar plena e em paz, por que é só acordar e ver as notícias do dia que a gente sente um desânimo tremendo.

Registrar o que nos chama a atenção ou o que nos dá um alento nesse momento é uma forma de manter viva a esperança de quem nem tudo está perdido. De que mesmo nesse caos a gente não só pode como deve buscar enxergar um pouco de beleza na nossa rotina.

Acompanhe e participe lá no @umavidamaissimples.

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Lembro que uma vez fiz um desafio de fazer uma foto por dia durante um mês. Eu trabalhava fora e levava minha câmera cybershot na bolsa pra clicar as coisas que via pelo caminho. Foi uma experiência muito legal. Vi coisas que nunca tinha prestado atenção como uma casa que tinha detalhes na janela que pareciam cílios. Que tal se a gente fizesse um desafio assim durante a próxima semana? Acho que pode ser uma oportunidade de observarmos nosso entorno e vermos nossa casa com outros olhos. Pode ser fotos de casa ou caso você tenha que sair, de algo que tenha te chamado a atenção. Começa segunda e vou compartilhando meus registros aqui com vocês. Vocês podem usar a tag #desafiouvms pra podermos acompanhar os registros. Vamos? Ps. Fiz esse registro ontem quando precisei sair de casa e deixei ele salvo nos destaques pra quem quiser a imagem de wallpaper #vidasimples #umavidamaissimples #desafiofotografico #simplicidade

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O momento perfeito

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Será que existe um momento perfeito pra fazer algo, quando tudo está perfeitamente alinhado e sob controle?

Acho que em alguns momentos sim, os ventos sopram a nosso favor, mas na maior parte do tempo é muito mais sobre a gente ajustar as velas e assumir o leme das nossas próprias vidas, aprendendo a lidar com o que temos e com as circunstâncias que vão se apresentando ao longo do caminho.

Eu idealizei muitas coisas nesses 31 anos de vida e passei muito mais tempo no mundo da imaginação do que colocando, de fato, minhas ideias em prática. E sinto que isso tinha a ver com diversas questões: medo de não ser boa o suficiente, medo de não dar conta do recado, medo da reprovação dos outros, de não dar certo… E nisso muita ideia legal morreu ali na cabeça mesmo.

Hoje, um pouco mais madura, percebo que a realização pessoal em fazer algo, alinhada, claro, com planejamento, é muito mais importante do que receber aplausos e reconhecimento das pessoas. Claro que é ótimo quando um projeto nosso ganha visibilidade, quando ele pode ser útil pras pessoas e ajudá-las de alguma forma… Mas nem sempre isso vai acontecer. E tudo bem.

Enquanto passarmos a vida esperando pelo momento ideal, muitas oportunidades passarão. Sei que as vezes o medo é grande, mas é melhor correr o risco e errar do que passar a vida cogitando como seria se tivéssemos feito algo. Nós nunca vamos ter 100% de certeza sobre nada, mas se o nosso desejo de fazer algo é genuíno, se está no nosso coração, valerá a pena, independente do resultado.

Falei mais disso no último episódio do podcast, disponível abaixo.

 

Às vezes é bom não insistir

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Adoro perceber os ensinamentos que a vida nos traz nas coisas mais simples: hoje resolvi fazer um bolo de cenoura, bolo esse que já fiz milhares de vezes e sempre deu tudo certo. Mas eis que hoje o bendito bolo não só não cresceu como ficou cru. Formou uma casca por fora, mas por dentro não assou.

Ontem estava toda feliz porque consegui fazer uma receita de pão de beijo (versão vegana do pão de queijo) tomando uma base de receita mas não seguindo as quantidades exatas, que ficou incrível no formato, textura e sabor. Aí hoje, nessa receita que segui como sempre, deu errado.

Mas olha se não é a vida mostrando que um dia as coisas vão dar muito certo e em outros não. E que faz parte. E eu na minha inocência, acreditando que dava pra salvar o bolo ainda fiz uma calda de chocolate e quando fui comer definitivamente não deu. Precisei descartar com dor no coração, porque né, é comida.

E aí fiquei aqui refletindo com meus botões sobre o aprendizado do dia: às vezes é bom não insistir. Em quantas coisas continuamos colocando nossa energia mesmo quando estamos vendo que não vão dar certo? Tudo bem abrir mão, abandonar, não insistir porque percebemos que não tem conserto. Aqui foi o bolo (um exemplo simplista, claro), mas vale pra tudo na vida: projetos, relações, trabalhos. Não é sinal de fracasso abrir mão de algo. Pelo contrário: é sinal de que você se conhece a ponto de saber o que não vale mais a pena e como direcionar sua energia e seus esforços pra algo que tenha significado.

E assim fechamos o domingo.

 

Fases

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Eu não sabia que era pico de abundância de borboletas nessa época. Nunca tinha reparado nisso até que no mês passado encontrei muitas lagartas e muitas crisálidas na minha casa. Só no espaço da escada e da cozinha contei mais de 10 casulos. Aí que ontem consegui registrar essa que depois de pesquisar, descobri que tinha saído da “casinha” há pouco tempo. Li que uma vez fora do casulo as borboletas levam de 2 a 4 horas pra poder voar e que durante esse período, bombeiam fluidos para todas as partes do corpo, que ainda estão comprimidas pela posição da pupa e que é só quando esse processo está concluído que “nascem”, de fato, as borboletas.

Costumamos usar as borboletas pra falar sobre nossos processos de mudança. Com elas entendemos que precisamos “morrer” para algumas coisas pra poder nascer para outras. Só que não é fácil, né? Abrir mão de tudo o que nos é conhecido e mergulhar em algo que não sabemos no que vai dar é um baita desafio. Achamos que temos controle sobre tudo, mas a verdade é que a gente não controla nada. Imagina se a lagarta resistisse a querer viver algo que lhe é natural e necessário? Se ela se recusasse a virar pupa para se transformar em uma borboleta? Mas é o que a gente faz.

Por desejar manter o controle e ficar onde é “conhecido”,  gente evita mergulhar fundo e fica só na superfície, nos privando de tudo o que poderíamos ser. Só que eu falo sobre isso sabendo que eu também tenho medo e que mudar, pra mim, não é fácil. Mas juro que tô tentando, todos os dias dias, me despir de conceitos, condicionamentos, ideias, e fórmulas e entendendo que de vez em quando vou precisar entrar no meu casulinho e me desligar de tudo pra poder me conhecer melhor, entender o que e quem eu sou, pra depois poder sair e voar por aí.

 

E-book Viva um Ano mais Consciente

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Desde que me entendo por gente gosto de escrever. Já tive muitos diários, vários blogs já escrevi poesias, colunas em jornais… Enfim, foram muitas as coisas sobre as quais falei ao longo de três décadas de vida Ao final do ano passado finalmente realizei algo que tanto queria: lançar meu primeiro e-book!

A ideia de escrevê-lo surgiu de maneira repentina e sua escrita foi um processo ao mesmo tempo intenso e fluido. Esse livro é fruto das minhas experiências vividas e de toda a minha caminhada até aqui, cheia de erros e acertos, como toda vida é. Olhando pra trás consigo perceber o quanto os momentos mais difíceis me proporcionaram aprendizados que me fizeram mudar completamente, me redirecionando, fazendo com que eu me redescobrisse. Não foi fácil, mas não mudaria nada nessa caminhada. Sinto-me feliz com a pessoa que venho me tornando.

Esse livro tem como proposta trabalhar uma aspecto da vida por mês ao longo do ano, nos convidando a realizar pequenas mudanças que nos permitam nos aproximar da vida que desejamos viver! Abordo: autoconhecimento, alimentação, exercícios físicos, finanças, responsabilidade ambiental e social, dentre outros aspectos da nossa vida. São propostas simples e possíveis de serem colocadas em prática pois acredito que pequenos passos nos trazem mudanças menores, porém duradouras.

Sem mais delongas, vou deixar aqui o link para quem desejar adquiri-lo. Seu valor é de R$15,00 e comprando-o você colabora com meu trabalho que já existe nas redes há 7 anos. Espero que gostem e consigam aplicar o que ele propõe. 🙂

Seguir em frente, apesar das dúvidas

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Meu coração respirou aliviado quando percebi que não ter certeza das coisas é mais comum do que eu imaginava. Não sei se você concorda, mas as vezes penso que tendemos a achar que nosso problema é único e exclusivo e aí, quando falamos dele, percebemos que na verdade ele assola muitas pessoas e parece que as indagações que a gente tem só mudam de endereço.

Lembro que quando li o livro “como ter uma vida normal sendo louca” da Jana Rosa e da Camila Fremder, pensei: “Meu Deus! Tem gente louca igual a mim! Ufa!” As coisas que elas compartilham naquele livro poderiam ter sido escritas por mim, tamanha semelhança nas neuroses. E foi reconfortante.

E aí que depois de muito pensar a respeito da impermanência das coisas, depois de entender que a vida é realmente esse emaranhado de opções e possibilidades e de ver que outras pessoas se sentem da mesma forma, confesso que passei a me sentir um pouco mais confortável com esse fato. E esse conforto não me deixa acomodada, mas me deixa tranquila em saber que ainda que eu siga meu planejamento, estabeleça metas e trabalhe nelas, talvez as coisas não saiam como eu havia imaginado. E é com essa sensação que quero lidar melhor. Com a sensação de que fiz o que pude, mas que algumas coisas estão além do meu controle.

Pode ser que a impermanência das coisas seja exatamente o que precisamos pra entender que podemos recomeçar quantas vezes for necessário. As vezes quando iniciamos algo somos uma pessoa e no meio do processo vamos nos transformando de tal maneira que final dele talvez nem o teríamos começado! Meio louco isso né? E no final das conta talvez o segredo seja ir ajustando o passo, o tempo e os planos enquanto a gente anda.  Porque não existe um destino final, mas um contínuo processo de caminhar. Então, caminhemos.

 

 

A nossa voz

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Essa semana li um trecho de uma entrevista com uma criadora de conteúdo e que fez muito sentido pra mim. Ela dizia que amadureceu sua maneira de estar nas redes e que, a partir dessa mudança prioriza o que ninguém pode fazer por ela: falar com suas próprias palavras.

Em uma das cartas que envio mensalmente, comentei sobre como é importante a gente usar a internet como ferramenta de potencialização das nossas vozes. Se essa rede tá aqui pra gente se conectar, por que não fazer isso? Por que não colocar pra fora o que a gente acredita, pensa, sente? E isso pode ser feito não só pela escrita, mas pela música, vídeo, pintura, bordado… Pela nossa arte, independente de como ela se manifeste.

O texto abaixo também me tocou muito por me fazer enxergar a importância de compartilhar. Compartilhando, dividindo o que somos, nossos aprendizados e habilidades, somos capazes de inspirar e motivar outras pessoas a também fazer o mesmo. Assim é que conseguimos fazer com que o que acreditamos continue existindo em outras pessoas, ainda que não estejamos mais presentes.

Se eu morresse hoje

As vezes pensamos que é preciso realizar grandes feitos na nossa existência e isso acaba prejudicando nossa expressão porque tendemos a valorizar mais a finalidade do ato do que seu processo.  Talvez apenas precisemos dar vazão ao que nos deixa inquietas, ao que parece borbulhar no nosso peito pedindo desesperadamente para fazer morada fora de nós. E ainda que ninguém ouça, ou veja, ou leia, ou assista o que criamos, não importa. Façamos por nós. Isso basta.

Mas que é bom quando a nossa voz toca o outro, ah, isso é verdade. Porque nós nascemos para o contato, para a troca, para o aprendizado. Nascemos pra nos conectar com outras pessoas e é bom ver sua voz ecoando por aí. Que a gente nunca perca o desejo de falar sobre o que toca no nosso coração!

 

Mudanças & lembranças

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Estamos em um processo de reforma na casa em que moro e pra isso precisamos deixá-la vazia e nos hospedar em outro lugar. Por sorte nós viemos pra casa da minha avó que fica do lado da minha, mas isso não significa que a mudança tenha sido tão fácil, afinal, se mudar é sempre um trem que mexe com a gente em todos os sentido possíveis. Três semanas depois, cá estamos entre caixas e itens pra doação, colocando as coisas no lugar, acompanhando a obra e aguardando a nova carinha que nossa casa vai ter.

Todo esse processo tem trazido à tona um misto grande de sentimentos, especialmente das lembranças vividas aqui, na casa onde estamos. Casa de vó é um lugar mágico né? Não importa se é uma casa simples ou uma mansão, sempre tem espaço pra todo mundo e aqui a gente sempre se sentia acolhido, como se estivesse na própria casa. E olha que somos uma família enorme. Só filhos são 12, fora os esposos e esposas, netos bisnetos e agregados. Mesmo que precisássemos nos espalhar entre cadeiras, bancos e sofás pra que todo mundo coubesse sentado ou ainda que precisássemos comer com os pratos nas mãos e transformar qualquer beiradinha em uma mesa, sempre cabia todo mundo. Depois de entrar aqui, mesmo que tivéssemos nossas questões, tudo era momentaneamente deixado do lado de lá da porta e convivíamos em harmonia. Porque família sempre tem treta, né?

Aqui tenho sentido as lembranças virem à tona mais nítidas do que nunca e junto disso a sensação de estar desfazendo as malas que carreguei por todos esses anos da minha vida e me colocando cara a cara com meus pertences físicos e emocionais, em uma oportunidade de deixar ir o que precisa partir e manter o que desejo que fique. E ainda sentindo que muitas coisas dentro de mim também estão mudando, amadurecendo, como se as pecinhas que faltavam pra completar um quebra cabeça estivessem perdidas e aqui estão sendo finalmente encontradas e colocadas em seus devidos lugares.

Eu só mudei uma vez na vida. Demolimos a casa em que morávamos, que era muito pequena, pra poder construir outra um pouco maior e mais confortável. Mas quando isso aconteceu eu não tinha idade suficiente pra participar ativamente do processo como tem sido agora. Dessa vez eu desmontei coisas, encaixotei, separei itens pra doação, montei coisas de novo, tirei das caixas e ainda tenho visitado a obra diariamente e acompanhado de muito perto todas as mudanças. É como se, ao demolir algumas paredes, estivéssemos deixando parte de nós ruir com elas, não em um sentido ruim, mas em um sentido necessário, em uma oportunidade de reconstruir e escrever novos capítulos da nossa história. E assim seguimos, exercitando a paciência, reconhecendo que é preciso tempo pra mudar, pra deixar ir, pra colocar a casa em ordem e pra recomeçar.

Sobre limpezas….

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Essa semana limpei meu quintal. Quer dizer, não fui eu que limpei, mas fui eu quem procurou a pessoa que fizesse o trabalho, já que deixamos que a situação chegasse ao ponto de nem dar pra andar por lá, tamanha altura do mato. Como a terra aqui é boa e fértil, nasceu mato de tudo quanto é tipo e umas raízes grosas que eu nunca tinha visto brotaram e se espalharam pro toda a extensão do terreno. Depois que ele foi limpo, o mato cortado ficou num cantinho, pra esperar secar e se transformar em adubo. 

Parada, olhando pra ele debaixo de uma chuva que cai fima e constante desde a noite de sábado, percebi como esse processo de limpeza cabe exatamente dentro do momento em que estou vivendo. Descuidei e não fiz a limpeza adequada nem na terra e nem dentro de mim. Priorizei outras coisas, deixei que ervas daninhas (que nada mais são do que plantas indicadoras de qual nutriente existe em excesso ou falta em determinado lugar) crescessem sem parar para observar o que elas queriam me mostrar.

No solo elas me diriam que há pouco ou muito nutriente. Nas minhas emoções, que talvez eu devesse analisar do que estava me nutrindo. E junto com esse matagal que cresceu no meu quintal, cresceu dentro de mim um monte de sentimentos que tomaram uma proporção que eu não esperava. Precisei de ajuda e sinto ter demorado para pedi-la. Isso me fez reconhecer que não dá pra querer fazer tudo sozinho, seja cuidar das emoções ou desbastar um monte de mato.

Com essa limpeza eu consegui ver o chão de novo. Notei que um pé de jaca e duas goiabeiras já estão enormes e que até um abacaxi tinha sido plantado ali pela minha mãe, mas eles estavam tão camuflados que nem os notei. Do lado de dentro tenho conseguido observar sentimentos e emoções através de outras perspectivas. Pessoas com as quais conversei usaram suas palavras como facão e arco para me ajudar a limpar e a ver coisas que eu já não mais conseguia mais.

Vendo o chão de terra também enxergo espacinhos abertos dentro de mim. Alguns sentimentos e emoções precisaram de um tratamento seja de poda ou de arranque pela raíz porque traziam mais prejuízo do que benefício. Agora consigo analisar melhor o terreno e escolher o que plantar dentro e fora de mim. E escolhendo o que plantar escolho também a melhor maneira de cuidar de tudo isso. Assim, aguardo o momento em que a primavera florescerá no meu quintal e dentro de mim.