Receitinha simples: quibe de abóbora

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Quando a gente fala sobre uma vida mais simples, precisamos pensar sobre como estender essa “descomplicação” pra todas as áreas das nossas vidas. Percebo que muitas pessoas não tem uma relação próxima com a comida por inúmeros aspectos: falta de tempo, de costume ou de conhecimento de como preparar receitas que sejam fáceis e práticas para o dia a dia. Foi pensando nisso que decidi trazer pra você algumas dicas e receitas que possam nos ajudar a estreitar a relação com nosso alimento.

Hoje trouxe uma receita super fácil: um quibe feito com abóbora cabotiá. Essa é minha abóbora preferida porque não solta muita água quanto as outras. Seu preço é acessível e ela rende bastante também. E além disso você pode aproveitá-la por inteiro: não é preciso retirar a casca, pois ela também contém nutrientes. Em relação às sementes, você pode lavá-las e tostá-las no forno ou na frigideira (nem precisa tirar aquela casquinha branca que fica por cima). Com uma unidade dela, por exemplo, você pode fazer receitas pra semana toda. Clique aqui pra ver outras formas de comê-la.

Vamos então ao que interessa? A receita!

Ingredientes:

  • ¼ de unidade de abóbora cabotiá média (lave bem a casca, pique e leve para cozinhar no vapor. Vamos aproveitar a casca também!)
  • 1 xícara de trigo para quibe hidratado em 1 xicara de água quente
  • 1 unidade pequena de cebola picada em cubos
  • 3 dentes de alho triturados
  • ½ xícara de folhas de hortelã picadas
  • 1 colher rasa de café de canela em pó
  • Sal à gosto

Preparo:

Cozinhe a abóbora no vapor. Se você não tem uma panela de vapor, assim como eu, pode usar um escorredor de macarrão que seja de alumínio, colocá-lo sobre uma panela com um pouco de água (a água não pode ter contato com o escorredor) e cobri-lo com uma tampa. Quando a abóbora estiver bem mole (quanto mais mole mais fácil, pois, caso você não tenha um processador de alimentos, precisará amassá-la com um garfo), desligue o fogo e deixe-a esfriar.

Amasse a abóbora ou processe-a no processador até que vire um purê. Em seguida misture-a com o trigo hidratado (escorra a água) e misture a cebola, o alho, a hortelã, o sal e a canela (a canela realça o sabor da abóbora).

Asse em forno médio por cerca de 20 minutos ou até perceber que a massa está sequinha.

Outras sugestões para a base do quibe: lentilha cozida, grão de bico cozido, berinjela.

Se fizer depois me conta o que achou! 😉

Por aqui…

 

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Tenho tentado lidar com o atual momento da maneira que dá: um pouco de informação e um pouco de meme pra não entrar em pânico. Também estou mantendo minha rotina de produção de conteúdo pras minhas redes sociais (e para as quais trabalho), lido, me exercitado aqui no quintal, tentando manter contato com os amigos e ficando na companhia dos doguinhos.

Leituras edificantes (especialmente as espiritualistas) e pensamento elevado também tem sido meus grandes aliados nesse momento, mas ontem a tarde, depois de fazer meus exercícios físicos olhei para o céu e chorei. Fiquei pensando em quando teremos a chance de poder caminhar por aí novamente e contemplar todas as coisas “banais”. Temos percebido que é quando não podemos usufruir de algo que reconhecemos seu valor.

A gente sabe que esse momento vai passar, mas o medo de perder quem amamos e incerteza do que nos aguarda lá na frente tem nos deixado em um estado muitas vezes difícil de administrar. Estamos ansiosos, desanimados, pois ao mesmo tempo em que temos tempo livre pra fazer o que pudermos, a nossa cabeça parece não conseguir focar por muito tempo em uma atividade. Tem havido uma cobrança pra gente fazer coisas, mas não precisamos nos forçar a nada. Faça um curso online, veja um filme e uma série apenas se quiser.

Uma amiga comentou dia desses que as atividades manuais tem ajudado muito nesse momento: pintar alguma coisa, reformar outra (com materiais que temos em casa), mexer na terra, reaproveitar potinhos pra se tornarem recipientes pra plantar, organizar aquela papelada que tá meio bagunçada, fazer uma limpa no guarda roupa… Hoje mesmo me comprometi a dar uma geral no quarto, lavar meus sapatos, pensar em algumas coisas pra cozinhar com os ingredientes que tenho aqui, trabalhar um pouco e descansar também. Aliás, a gente costuma falar que trabalho é só o que é remunerado, mas não é bem por aí: tudo o que demanda tempo e dedicação nossa é trabalho, mesmo que não recebamos nada.

Entre toda essa mistura de sentimentos e sensações, a gente segue mais do que nunca vivendo um dia de cada vez e colaborando para o bem comum fazendo a nossa parte. Nunca foi tão importante (e urgente) a somatória das nossas ações para que, juntos, possamos conseguir o resultado desejado. Sigamos.

 

Temos um Podcast!

PODCAST

É uma alegria muito grande finalmente compartilhar com vocês esse projeto. Desde o ano passado que tinha o desejo de criar conteúdo também no formato de podcasts. Já venho ouvindo alguns há um tempo e acho que é uma forma praticar de consumir assuntos do meu interesse, já que posso ouvir enquanto estou no trânsito ou enquanto lavo louça e preparo uma refeição.

Certa vez li uma frase que dizia que se o conteúdo que a gente gostaria de consumir ainda não existisse, que deveríamos criá-lo. E é isso que fiz. Esse primeiro episódio foi curto, expliquei qual a ideia e assuntos que quero compartilhar e pedi sugestões de temas para serem abordados. Se tiver alguma sugestão, me mande mensagem!

Para acessar:

Anchor

Spotify

Castbox

SoundCloud

E em breve em outras plataformas!

 

 

Receitinha simples: sanduíche de banana com pasta de amendoim e chocolate

Sei que esse não tem sido um momento fácil pra ninguém. Estamos todos apreensivos, ainda tentando lidar com as incertezas decorrentes da pandemia do coronavírus e é muito importante que sigamos as orientações do Ministério da Saúde e façamos a nossa parte para evitar transtornos ainda maiores. Cabe a nós fazermos nossa parte, termos responsabilidade e aproveitarmos o momento para um balanço:  que estamos fazendo de nossas vidas? Quais tem sido nossas prioridades? Temos pensado apenas em nós mesmas e nossos benefícios ou estamos desenvolvendo nossa solidariedade e senso de coletividade?

Enquanto vamos refletindo, gostaria de compartilhar uma receitinha bem simples que reproduzi dia desses e gostei muito. Cuidar da nossa alimentação é muito importante nesse momento, não apenas comendo alimentos variados e evitando dietas que possam baixar nossa imunidade, mas também comendo aquelas comidas que nos trazem conforto afetivo. Essa é uma delas., uma combinação tão gostosa que juro que não sei porque demorei tanto pra provar. Vi no canal Larica Vegana.

Ingredientes

  • 2 fatias de pão de forma (confira na lista de ingredientes se o pão não leva ovos nem leite)
  • 1 banana madura amassada
  • pasta de amendoim
  • chocolate sem leite

Preparo:

Passe a pasta de amendoim nas duas fatias do pão. Coloque a banana amassada e pedacinhos do chocolate sem leite. Feche o sanduíche e leve para a sanduicheira. O truque é esse: com o calor, o pão fica crocante, o chocolate derrete e se mistura com a banana e a pasta de amendoim.

Um lanchinho simples mas delicioso! Vejam só o meu como ficou:

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Espero que gostem! Sigam com responsabilidade e pensando no bem comum e esperançosos de que em breve a situação melhore para todos nós.

vivendo uma vida mais simples

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Dia desses me peguei pensando sobre todo esse caminho que venho trilhando desde que conheci a proposta de viver uma vida mais simples. São 7 anos em que tudo se transformou de uma maneira tão intensa que parecem existir duas pessoas: a que viveu antes e depois desse processo.

É claro que com toda essa bagagem a gente segue revendo, amadurecendo, aprendendo e adaptando tudo o que esse viver mais simples propõe. Sinto que começamos querendo nos desfazer de tudo loucamente, meio que como uma forma de organizar a nossa bagunça e quem sabe, no meio a tanta coisa acumulada, encontrarmos partes de nós que achávamos estarem perdidas.

Já desfiz de muita coisa, assim como adquiri outras. Entendi que reduzir coisas é só uma pequena parte desse processo que, simbolicamente, nos convida a esvaziar espaços dentro de nós mesmas que vivem acumulados: muito trabalho, muitas atividades, muitas pessoas. Essa vida simples que a gente busca não é sobre abandonar tudo e morar no mato. Tem mais a ver com se conhecer melhor e se sentir confortável com quem você é, e com suas escolhas. É sobre a gente despir as máscaras que criamos para que sejamos aceitas e nos sintamos parte de um todo, para finalmente assumir nossa verdadeira identidade e viver de acordo com o que toca nosso coração.

Experimentei muitas fórmulas pra simplificar, mas só consegui essa “vida mais simples” quando abracei minha história, reconheci meus limites, aceitei meus defeitos e parei de comparar a minha jornada com a de outras pessoas. Quando me libertei da ideia que tinha sobre simplicidade compreendi que todos podemos ser mais simples independente de onde estejamos ou de quantas peças de roupas tenhamos. Entendi que a gente tem coisa demais porque acredita que a felicidade está nelas e que talvez se começarmos a procurar em outros lugares, nas experiências, nos pequenos detalhes, talvez a felicidade esteja mais perto do que a gente imagina.

 

A gente muda

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Uma amiga levou 10 anos pra construir sua casa. Me recordo da época da faculdade quando ela deu início à obra e dos planos que tinha pra construção. Nesse meio tempo, muitas coisas dentro do projeto mudaram e, conversando com ela depois da mudança pra casa nova, ela me disse que hoje faria uma construção completamente diferente da que fez. Não que ela não esteja feliz com essa conquista, mas sua percepção das coisas e seus gostos se transformaram muito nesses anos.

Quanto mais resistimos a mudança, mais a vida parece ficar amarrada. Sabe quando você tem um desejo e depois de um tempo trabalhando na sua realização percebe que talvez ele não faça mais sentido pra pessoa que você é hoje, mas pensa “poxa, eu tô quase lá, não posso desistir agora”? Será que não pode mesmo? E se não, por quê? Claro que existem algumas questões a serem levadas em conta, se não é a exaustão do processo, mas precisamos entender que está tudo bem abandonar projetos que não estão afinados com quem somos hoje.

Não é sinal de fracasso abandonar algo que não tem mais sentido na nossa caminhada. Aliás, eu diria que é muito corajoso encarar os fatos e fazer mudanças que estejam alinhadas com a pessoa que nos tornamos porque não estamos “finalizados”. A vida está acontecendo a todo instante e a gente segue passando por ela, mudando todo dia. O tempo todo estamos nesse processo de revisão e adaptação e resistir a isso é resistir à fluidez da vida.

Acontece que viemos de uma geração que tinha essa vida muito bem esquematizada: estudar, conseguir um bom emprego, formar família, aposentar… Só que tudo mudou e tudo está mudando o tempo todo. Existem outras possibilidades. Talvez casar e ter filhos não faça parte dos seus planos e tudo bem. Você não precisa ter uma carreira só a vida toda, dá pra mudar a qualquer hora ou trabalhar em mais de uma coisa ao mesmo tempo. Você também pode continuar se dedicando a projetos que são importantes pra você, independente da sua idade.

Podemos reescrever o roteiro da nossa vida a qualquer instante. Nada é definitivo. Desapegar de quem fomos e abraçar quem estamos nos tornando nos deixa mais leves pra seguir o fluxo da vida. Enquanto houver ar em nossos pulmões, existe a chance de nos renovarmos e de encontrarmos o caminho que nos fará feliz.

Cães: nossos grandes amigos

Os cães tem o poder de nos ensinar a aproveitar o momento. Se divertem com uma garrafa vazia, com uma poça de água ou uma bolinha. Pra eles, não importa se está chovendo ou se tem sol, tudo é uma oportunidade pra brincar e ser feliz.

Quando tive síndrome do pânico e depressão, foram os meus cães que me deram forças pra continuar. Meu compromisso com eles, seja de passear todos os dias ou lhes dar cuidado e carinho me manteve firme quando tudo o que eu queria era desistir. Foram eles que me salvaram, que continuam a alegrar meus dias, que me ensinam a valorizar cada instante e a vivenciar o amor de uma forma leve e desinteressada.

Muitas vezes me peguei pensando em como alguns animais tem a sorte de viver em lares amorosos, onde recebem amor e carinho, enquanto outros já nascem sofrendo ou vivem uma vida dura e de maus tratos. Há alguns anos atuo na causa animal e já vi muitas histórias tristes. Mas também vi histórias de superação e participei de muitas adoções responsáveis e carinhosas e são essas que nos motivam a continuar trabalhando para que todos os animais tenham a chance de viver uma vida digna e amorosa.

Cada animal que passou pela minha vida deixou uma lembrança especial, mas todos me ensinaram a viver o presente da melhor maneira que puder. Todos eles me mostraram que o que realmente importa é quem somos e não nossas posses e que nosso afeto é o que de mais valioso temos para oferecer. E que tudo bem se a nossa roupa se sujar e nossa casa se encher de pêlos – por que com o passar do tempo não vai ser de uma roupa que vamos nos lembrar, mas do amor que recebemos e dos bons momentos compartilhados.

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Te amo, Rebinha! Que você esteja correndo e brincando nos laguinhos, onde quer que esteja

Para assistir: Anne with an E

Ontem terminei de assistir a série Anne with an E, na Netflix e já tô sentindo aquela tristezinha que bate quando a gente termina de ver todas as temporadas de uma série. Infelizmente ela só teve três temporadas, mas tem havido muitos pedidos pela sua renovação – o que espero que aconteça porque é impossível não se apaixonar pela Anne.

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A série conta a história de Anne Shirley, uma orfã que após viver uma infância um tanto dura no orfanato e em casas onde foi adotada (para trabalhar e cuidar da casa e das crianças), encontra no casal de irmãos Marilla e Matthew uma família de verdade. Não quero comentar muito sobre ela porque não quero dar spoilers nem nada, mas é uma das séries mais lindas que já vi e recomendo muito que assistam.

Nela, diversos assuntos como racismo, luta por igualdade de gênero, adoção e diversidade são abordados. Também podemos ver muito sobre amor, amizades verdadeiras que passam por momentos felizes e difíceis e, principalmente, sobre solidariedade.

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Anne é inspiradora e, sem dúvidas, ver uma garota tão determinada e que sabe o que quer também nos motiva a querer viver a vida com tudo o que pudermos, sendo nós mesmas independente do quão diferente isso seja das normas vigentes. Gosto muito de ver séries assim, que nos inspiram e nos mostram que apesar dos desafios, existem momentos incríveis a serem vividos ao lado de quem amamos e que, família, mais do que um laço consanguíneo, é sobre com quem escolhemos compartilhar a vida.

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Espero que assistam e sintam o coração quentinho, como eu também senti! ❤

 

Por aqui

Decidi retomar os registros do final de semana. Registrar um pouco do que vivencio me permite renovar a percepção do que está ao meu redor, treinar o olhar pra apreciar o que já tenho e a ver beleza nas coisas simples.

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muita chuva por aqui
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Bob fazendo o que mais ama: descansar enquanto eu assisto uma série
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pão de beijo (em breve compartilho a receita) com café…
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um brinde com caldo de cana depois de uma boa caminhada

Talvez valha a pena você também fazer essa experiência. Pode ser em um dia da semana ou no final dele. Tenho certeza de que você passará a ver tudo com um olhar renovado!