Às vezes é bom não insistir

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Adoro perceber os ensinamentos que a vida nos traz nas coisas mais simples: hoje resolvi fazer um bolo de cenoura, bolo esse que já fiz milhares de vezes e sempre deu tudo certo. Mas eis que hoje o bendito bolo não só não cresceu como ficou cru. Formou uma casca por fora, mas por dentro não assou.

Ontem estava toda feliz porque consegui fazer uma receita de pão de beijo (versão vegana do pão de queijo) tomando uma base de receita mas não seguindo as quantidades exatas, que ficou incrível no formato, textura e sabor. Aí hoje, nessa receita que segui como sempre, deu errado.

Mas olha se não é a vida mostrando que um dia as coisas vão dar muito certo e em outros não. E que faz parte. E eu na minha inocência, acreditando que dava pra salvar o bolo ainda fiz uma calda de chocolate e quando fui comer definitivamente não deu. Precisei descartar com dor no coração, porque né, é comida.

E aí fiquei aqui refletindo com meus botões sobre o aprendizado do dia: às vezes é bom não insistir. Em quantas coisas continuamos colocando nossa energia mesmo quando estamos vendo que não vão dar certo? Tudo bem abrir mão, abandonar, não insistir porque percebemos que não tem conserto. Aqui foi o bolo (um exemplo simplista, claro), mas vale pra tudo na vida: projetos, relações, trabalhos. Não é sinal de fracasso abrir mão de algo. Pelo contrário: é sinal de que você se conhece a ponto de saber o que não vale mais a pena e como direcionar sua energia e seus esforços pra algo que tenha significado.

E assim fechamos o domingo.

 

Amizades

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Pedalar me trouxe muitas coisas boas e uma delas foi perceber a receptividade das pessoas por onde a gente passa. Lembro que uma vez que pedalei de uma cidade até outra e no meio do caminho paramos (uns amigos e eu) pra conversar com um senhor que acabou nos oferecendo biscoitos quentinhos, que ele tinha acabado de assar.

Foi numa dessas pedaladas que conheci o seu Homero. Na verdade eu fiz amizade com os cães dele primeiro, Quico e Caco. Sempre que passava pelo bairro que ele mora, na zona rural, parava pra brincar com os doguinhos até que um dia ele estava por lá, parei pra conversar e de lá pra cá ficamos amigos.

De vez em quando a gente se tromba aqui na cidade, porque ele tem uma casa aqui e se divide entre ficar um pouco lá e outro pra cá. Quando nos encontramos ele pergunta como estão as coisas, se tá tudo bem com a família e também com a Natália, por que a gente costuma pedalar juntas nesse trajeto. E eu pergunto como estão as coisas e sobre o doguinho, que agora é só o Caco. Quando é tempo de fruta ele manda avisar que se eu passar lá perto da casa dele mas ele não estiver, posso pular a porteira e comer jabuticaba à vontade.

Na gentileza e na simplicidade, uma amizade.

 

Bolinho de saudade

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Bolo tem esse negócio de trazer um certo conforto pra nossa alma. É como sentir um abraço fofinho que traz boas lembranças. Eu não tenho muitas lembranças de bolo na infância, porque minha mãe não era muito de fazer coisas diferentes. Confesso que morria de inveja das minhas amigas cujas mães faziam coisas diferentes em casa, tipo bolos, tortas e afins. Lembro de um dia que a gente foi fazer trabalho na casa de uma amiga e tinha um bolo que a mãe dela molhou com refrigerante e estava maravilhoso. Aqui em casa era sempre o básico… Talvez seja por isso que eu goste tanto de cozinhar.

O bolo de fubá é um clássico aqui do interior, recheado com goiabada e tudo o que se tem direito, mas hoje eu quis fazer esse bolo porque ele me lembrou aquela “broa mimosa” que nunca mais comi depois que me tornei vegana porque leva um monte de ovo e nunca achei nenhuma versão vegana dela. Geralmente eu faço o bolo de fubá com côco ou goiabada, mas hoje, pra lembrar do gostinho da broa, fiz o bolo com erva doce na massa, um pouquinho só pra ela não se sobressair e ofuscar o fubá.

Hoje o dia amanheceu todo nublado, ventou forte, até uma árvore de um terreno aqui perto de casa caiu. Deu uma chuviscada e o dia se manteve assim. Dias assim me deixam melancólica, então, nada como um bolo com café quentinho no final do dia pra gente se sentir abraçacinha e acalentada.

A receita:

2 xícaras de fubá mimoso (farinha de milho fina)

1 xícara de farinha de trigo

trigo 3/4 de açúcar demerara

1 pitadinha de sal

1 colher (sopa) de fermento

1/2 de óleo vegetal (uso de girassol)

1 + 1/2 xícara de água

1 colher (sopa) de vinagre de maçã

Goiabada picadinha, ou côco ralado ou erva doce pra colocar na massa.

Assar em fogo baixo ( 180º) por cerca de 40 minutos.

Tudo está

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Nada é. Tudo está.

Semana passada um assunto ficou bem evidente pra mim: que a gente não tem controle e que tudo é impermanente. Assino uma newsletter de budismo que só vi ontem a noite e que falava disso também. Não sei se acontece por aí, mas de vez em quando alguns assuntos “aparecem” por todo canto pra mim, meio que reforçando a ideia, mostrando outras perspectivas, me ajudando a compreender melhor o conceito.

O texto de ontem falava que entender  a impermanência é mais fácil do que vivenciá-la, na prática, por que temos a falsa sensação de controle (falei disso no último episódio do podcast) e que é por isso que a gente sofre tanto. Queremos tanto segurar o momento que não o aproveitamos com tudo o que ele tem. Nos preocupamos em como será quando esse momento passar e quando percebemos, ele passou.

Uma vez li também que nós somos instantes. Nossa existência é pequena se comparada com a eternidade. Então mesmo que vivamos 100 anos, teremos vivido apenas instantes através dessa perspectiva. E o que a gente faz dos nossos instantes? O que faz com que nosso tempo passe tão rápido que nem percebemos?

Se a vida é sobre o que e onde a gente coloca nossa atenção, já pensou onde anda a sua?

 

Afeto

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Comida é afeto. Não é só sobre nutrientes, calorias e ingredientes, mas sobre alimentar a nossa alma também. Gosto muito de cozinhar e embora tenha aprendido o básico com minha mãe sempre gostei de testar receitas diferentes. Eu adoro arroz com feijão, mas eu sinto que preciso testar novas receitas ou até mesmo explorar novas possibilidades dentro de um prato que já costumo fazer. É quase que uma necessidade básica, como se na cozinha eu pudesse desbravar o mundo quando não posso sair por aí. As vezes experimento usar outra base ou um tempero diferente e vou vendo como fica.

Lembro que quando me tornei vegana a primeira pergunta que me fiz foi: “nossa, mas e agora, eu vou comer o quê?” e 4 anos depois percebi que aprendi e aprendo tanta coisa maravilhosa na culinária vegetal que só posso pensar no quanto a gente é restrito e usa sempre os mesmos ingredientes na culinária tradicional. Mas não é disso que quero falar. Não hoje.

Essa semana vi duas pessoas fazendo uma receita bem parecida de “chantilly de café” que é uma espécie de creme pra se misturar com leite. Ontem eu fiz e foi quase como voltar no tempo. Não lembro exatamente quando mas aprendi essa receita e me recordo de ter tomado com minha amiga Natália num dos nossos cafezinhos da tarde (que na verdade aconteciam sempre a noite). A gente não se vê desde o início das orientações de isolamento, então tá ai pra uns 20 dias. E logo a gente que se via toda semana. Então quando tomei ontem a tarde no meu leite vegetal, com um bolinho de cenoura pra acompanhar, lembrei por que as pessoas gostam tanto de café: por que ele simboliza afeto.

Um café remete a encontro, partilha. A gente sempre oferece um cafezinho como forma de “aconchego” porque o café traz essa sensação pra gente. Embora eu não seja entendida de café e não seja uma grande consumidora, é sobre o gesto, não só sobre a bebida em si. Então, nesse isolamento, ter feito esse chantilly de café me fez voltar no tempo, um tempo bem menos duro. Já prometi pra Natália que nosso primeiro encontro pós isolamento vai ter esse cafezinho pra gente recordar.

A receita:

200 ml de água gelada.

1 xícara de açúcar

50g de café solúvel (4 colheres de sopa)

Bate tudo na batedeira até dar a textura do chantily

Armazenar no congelador (rende bastante)

Ps. se na sua casa não tiver muita gente pra consumir, recomendo fazer meia receita.

 

Fases

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Eu não sabia que era pico de abundância de borboletas nessa época. Nunca tinha reparado nisso até que no mês passado encontrei muitas lagartas e muitas crisálidas na minha casa. Só no espaço da escada e da cozinha contei mais de 10 casulos. Aí que ontem consegui registrar essa que depois de pesquisar, descobri que tinha saído da “casinha” há pouco tempo. Li que uma vez fora do casulo as borboletas levam de 2 a 4 horas pra poder voar e que durante esse período, bombeiam fluidos para todas as partes do corpo, que ainda estão comprimidas pela posição da pupa e que é só quando esse processo está concluído que “nascem”, de fato, as borboletas.

Costumamos usar as borboletas pra falar sobre nossos processos de mudança. Com elas entendemos que precisamos “morrer” para algumas coisas pra poder nascer para outras. Só que não é fácil, né? Abrir mão de tudo o que nos é conhecido e mergulhar em algo que não sabemos no que vai dar é um baita desafio. Achamos que temos controle sobre tudo, mas a verdade é que a gente não controla nada. Imagina se a lagarta resistisse a querer viver algo que lhe é natural e necessário? Se ela se recusasse a virar pupa para se transformar em uma borboleta? Mas é o que a gente faz.

Por desejar manter o controle e ficar onde é “conhecido”,  gente evita mergulhar fundo e fica só na superfície, nos privando de tudo o que poderíamos ser. Só que eu falo sobre isso sabendo que eu também tenho medo e que mudar, pra mim, não é fácil. Mas juro que tô tentando, todos os dias dias, me despir de conceitos, condicionamentos, ideias, e fórmulas e entendendo que de vez em quando vou precisar entrar no meu casulinho e me desligar de tudo pra poder me conhecer melhor, entender o que e quem eu sou, pra depois poder sair e voar por aí.

 

Descobertas

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Estava tomando banho quando olhei pela frestinha da janela e percebi que tem uma frutinha nascendo na maior árvore aqui do quintal.  A gente sempre chamou de “ameixa amarela mas joguei aqui no google e descobri que é a tal da nêspera que não sei por que sempre achei que fosse um tipo de laranja.Descobri também que tem dois limoeiros carregados e um pé de mexerica. Ou seja, logo poderemos saborear mais três frutas (quer dizer, o limão já estamos conseguindo consumir). Além disso aqui tem uma jabuticabeira, dois pés de manga, um mamoeiro, uma pimenteira e mais algumas flores espontâneas. Lembro que tinha um pé de manjericão imenso, mas não sei o que rolou que tiraram… E eu sou muito apaixonada por manjericão.

Engraçado como a gente as vezes olha pras coisas mas não as vê. Isso se tornou normal, mas não é natural. Nosso natural é viver mais devagar, é observar e absorver as coisas, é ter tempo de conversar com calma, mas tá todo mundo no corre. A gente sempre encontra os amigos e eles (ou a gente mesmo) dizem que “só vim dar um oi rapidinho porque tô com pressa”, e quando a gente se dá conta mais uma semana passou e cadê? O que a gente fez com o tempo que escapou por entre os dedos feito água?

Eu sei que a gente tem que seguir em frente com a vida mas eu sinto uma saudade tão grande de uns tempos. Tempos que não tinham telefone pra tirar nossa atenção enquanto estamos com as pessoas, um tempo em que as coisas pareciam não passar tão depressa e a gente conseguia encontrar os amigos, conversar e rir um tanto sentado na praça. A gente vivia mais devagar. O ano demorava pra passar. Hoje a gente pisca é janeiro. Pisca de novo é dezembro.

Eu viajei na conversa, mas é por que no final das contas a gente não conseguir apreciar as coisas e observar nosso entorno tem a ver com as vidas corridas que a gente leva. Mas eu tô me recusando a seguir esse script. Tô me recusando a viver na correria e falar isso de boca cheia. Eu sei que tá tudo errado nesse sistema que acaba com o nosso tempo, mas se a gente puder resistir, que assim seja.

 

Casa

Sou uma pessoa visual e sempre quis que minha casa atendesse aos meus gostos estéticos. A casa onde moro é própria e foi construída num momento em que a gente precisava se mudar, já que a casa onde vivemos anteriormente tinha apenas três cômodos. Quando fomos construí-la, 20 anos atrás, não pensamos na estética (naquela época eu ainda era criança e nem palpitava em nada) e agora, 20 anos depois, fazendo a reforma, consegui opinar e colocar um pouquinho do que eu gosto também.

Hoje acordei e me deparei com um texto muito bacana da minha amiga Natália que falava sobre o fato de que nossa casa é sempre uma memória afetiva. Já conversei aqui antes sobre o quanto essa reforma + mudança pra casa que era da minha avó mexeu e remexeu nas minhas memórias e acho que tudo isso vem ressignificando muitas coisas dentro de mim.

Durante a obra estamos aqui na casa da minha avó, uma casa que passou por muitas transformações ao longo dos seus pelo menos 70 anos de existência.  Quando a casa foi feita os recursos eram mínimos e com o passar do tempo e a melhoria da condição financeira, algumas mudanças iam sendo feitas para abrigar as 13 pessoas que viveram aqui. E estar aqui é respirar memórias. Hoje estou no quarto que era dos “meninos”, dos meus tios, minha mãe está no quarto que foi da minha avó e meu irmão no quarto da nossa tia, que continuou morando nessa casa com minha avó. Todos seguiram suas vidas, minha avó e essa tia que moravam aqui já faleceram, mas tem muito de todas essas pessoas aqui.

Cada marca, cada mancha, cada furo de quadros e porta retratos que estão os montes pendurados na parede contam uma história. Os móveis que nos acolheram nesses anos, mas especialmente a cozinha (essa merece uma reflexão especial), estão carregados de memórias e olhar pra eles de perto é reviver tudo isso. É perceber que tudo muda, que a gente cresce, amadurece e entende que um lar é sempre onde nosso coração está. Não importa se é uma casa chique ou uma morada simples, o que conta mesmo é o que a gente vive, constrói e divide dentro desse espaço.

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Bob, um dos meus cachorros e esse fogão à lenha que nos aqueceu por tantos anos. As marcas na parede dizem que muitas bocas foram alimentadas e muitas mãos foram aquecidas por aqui nos dias frios… 

A luz

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Das muitas coisas que eu gosto, esse sol de outono, sem dúvidas, é uma delas. Não sei se é necessariamente esse tom alaranjado que me agrada muito esteticamente ou se é pelo fato de que essas novas colorações anunciam uma nova estação e que o outono é um momento que nos convida a ir sossegando e aquietando, esperando a entrada do inverno chegar. E que por mais que eu tenha aprendido a gostar do verão, é das temperaturas mais amenas que eu gosto mais.

Nunca fui muito ligada a essa coisa de estação, mas sinto que depois que passei a pedalar, caminhar e a estreitar meus laços com a natureza, hoje percebo mais facilmente suas transições através dos detalhes: da temperatura que baixa ou aumenta, do dia que fica mais curto ou mais longo, e observando a natureza sinto que consegui também me entender melhor.

Cada estação nos remete a determinados movimentos: o outono e o inverno, por exemplo, nos convidam ao recolhimento, nos fazem querer comer coisas mais quentes, ficar mais em casa e estar mais na nossa própria companhia ou reunidos em grupos menores de pessoas. São períodos que nos deixam mais introspectivos. Já a primavera e o verão nos convidam a recomeçar, a aproveitar a vida fora de casa, a fazer mais atividades, a sentir a água do mar e da cachoeira geladinhas e refrescantes. São períodos mais expansivos.

Já disse que detestava o verão, mas acho que é só porque eu não aproveitava muito bem o que ele tinha a me oferece: não ia nas cachoeiras e estava há tanto tempo sem ir à praia. E eu também não entendia que a primavera e o verão (e o que eles remetem) são necessários para completar os ciclos dos quais nossa vida é composta. É no outono que eu amo fotografar, que a luz fica douradinha, que o frio é gostoso mas não é tão incômodo. É a “minha estação” o que me faz entender que embora eu entenda a necessidade de expandir, sou uma pessoa mais introspectiva.

Sinto que esse ano antecipamos outono e seu significado: por aqui vou aquietando, deixando ir o que precisa (nem sempre com facilidade) e me preparando para o inverno que logo vai chegar. Mas eu sei que ele vai passar, e que a primavera virá nos mostrando que tudo renasce e que a gente sempre deve seguir em frente.

Sem sair de casa saio caçando a luz pelos cômodos e hoje dei a sorte de fazer esse clique, que uniu duas coisas que gosto muito: a luz do outono e um doguinho.

Um dia de cada vez

Desde que entrei em isolamento social ontem foi um dos dias mais estressantes pelos quais passei. Respirei fundo o dia todo, tretei, chorei… Acho que eu realmente tava precisando desabafar e tirar algumas coisas de dentro de mim. Tem quem pense que quem escolhe “uma vida mais simples” leva tudo com leveza e a gente até tenta, mas não tem santo que dê conta de lidar com certas coisas. Se ontem foi um dia em que só esperei um segundo passar depois do outro, hoje foi bem diferente.

Pinguei uma gotinha de óleo essencial de lavanda no meu travesseiro na hora de dormir e senti que o sono foi revigorante mesmo. Acordei às 05:30 descansada. Aliás o óleo de lavanda é muito bacana pra ansiedade. É barato e dura bastante. O meu tá aqui tem uns 2 anos e só acabou porque eu não sabia que era pra usar só uma gota e despejava o negócio nas coisas.

Tomei um café da manhã, sentei pra finalizar alguns trabalhos, almocei, vi umas notícias e deitei pra ver um filme. Choveu por aqui e o dia ficou nublado, então ao invés de dar uma lida em um material que quero estudar, resolvi ver um filme. Assisti “o estágiário” e gostei bastante. Não sou uma grande crítica e analista de filmes, mas gostei. Me emocionei. Quando deitei pra ver o filme,  gatinha que tá sendo nossa hóspede nesses dias (foi castrada e está em busca de um lar) veio deitar comigo. Aliás ela tem ficado grudada em mim desde a semana passada, que é quando resgatamos e castramos e eu que nunca fui a pessoa dos gatos tô encantada com a fofurice desse bichin.

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Esse serzinho dorme o dia todo…

Hoje tô vencendo a preguiça e indo me exercitar nem que seja um pouquinho. E também tô entendo que meu ritmo tá mudando porque meu período menstrual tá chegando e desde que entendi que nessa fase as coisas funcionam de maneira diferente pra mim, tá sendo mais fácil lidar com algumas questões. Seguimos por aqui, um dia de cada vez,  hoje respirando mais leve, afofando gatinhos e catioros. Amanhã eu espero pra ver como vai ser.