Leituras de Janeiro

Já estamos quase no meio do mês de março e cá estou pra poder compartilhar as primeiras leituras do ano.

Comecei 2022 com um ritmo bom de leitura. Foram 4 livros iniciados e 3 finalizados. Mas fevereiro chegou revirando a vida e simplesmente não conseguir me concentrar pra ler nada. Agora, organizando a vida cotidiana e a rotina, estou retomando o livro que ficou parado (que vou precisar reler quase metade 😅) e simultaneamente lendo outro, o “Modern Love”, que é um compilado de histórias de amor enviadas para a coluna do Jornal The New York Times. A coluna transformou em uma série na Prime Vídeo (que amei assistir) e estou gostando muito de conhecer as histórias que não foram mostradas na série.

Mas vamos lá, vamos falar dos livros:

Quarto de despejo foi o primeiro livro que li nesse ano. O livro mostra os registros do diário de Carolina Maria de Jesus, onde ela compartilhava sua vida de catadora e moradora da favela na década de 60. Seus relatos do cansaço, da fome, da pobreza, dos problemas da vizinhança e do trabalho diário para poder comprar comida são muito tocantes. Alguns trechos se assemelham muito com o que temos visto no Brasil de 2022, infelizmente. É de uma escrita muito simples, informal, crua, onde a dor e o cansaço da autora são quase palpáveis. Já está nos meus planos ler outros livros dela.


Amor(es) verdadeiro(s) foi uma recomendação que vi no perfil da @isabellamezzadri. Quando era mais nova amava ler ficção e estava sentindo saudades de mergulhar em histórias que nos fazem esquecer da nossa própria realidade. Esse livro “começa no meio”, se é que posso dizer assim, depois volta pra contar tudo o que levou a personagem a chegar naquele ponto. Fala sobre os planos que fazemos e sobre como às vezes a vida dá uma reviravolta e acabamos fazendo coisas que dissemos que jamais faríamos. Fala sobre amor, luto, saudade, recomeços e fechamento de ciclos. É o tipo de livro que a gente não quer parar de ler pra descobrir o desfecho da história. Gostei muito e já estou com outros livros da autora na minha lista de próximas leituras.


Belo mundo onde você está foi o segundo livro da Sally Rooney que li. O primeiro foi “Pessoas Normais”. A princípio achei um tipo de escrita muito “linear” (o @ruan.felixs me explicou que essa escrita é chamada de “escrita sinestética”), mas depois aprendi a apreciá-la. O livro conta a história de duas amigas que se conheceram na faculdade e como a vida se desenrola pra ambas depois disso. Uma coisa que eu gostei é que elas trocam longos e-mails falando de tudo um pouco, desde o que acontece no dia a dia até questões filosóficas e descobertas de antigas civilizações e, assim como em pessoas normais, tem a questão de relações entre pessoas de diferentes classes sociais.

Vocês tem lido por aí? No último episódio do podcast falei sobre como ler tem o poder de nos transformar, nos permitir conhecer novos assuntos, imaginar novas possibilidades, além de nos ajudar a manter nosso cérebro ativo. Para ouvir esse episódio basta clicar no link abaixo:

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