O ano do sim

No último domingo foi meu aniversário. Parece que aos 25 eu pisquei os olhos e quando percebi já cheguei nos 32. Que coisa doida! De vez em quando tenho a sensação de não me lembrar de muitas coisas que aconteceram ao longo desses anos, como se tudo tivesse sido vivido de forma rápida demais e não tivesse dado tempo de assimilar as experiências.

Coincidentemente (ou não) no final de semana que antecedeu meu aniversário peguei pra ler o livro “O ano em que disse sim”, da Shonda Rhimes. No livro ela conta um pouco sobre sua própria vida, mas o tema central é uma experiência transformadora pela qual ela passou que a fez passar a questionar os não’s que ela dava pra tantas coisas. A partir desse momento ela decide ter um “ano do sim” e muitas mudanças significativas acontecem na sua vida quando ela decide abraçar as boas oportunidades e experiências que cruzam seu caminho.

Gosto muito de trazer essas reflexões pra minha vida e fiquei pensando em quantos não’s automáticos eu costumo dar para as coisas. O não é uma espécie de zona de conforto que a gente tem pra deixar tudo do jeito que está ou pra não incomodar ninguém. E foi a partir dessa leitura eu decidi que também queria ter um “ano do sim”: para oportunidades, convites, projetos, mas especialmente um ano do sim pra mim, para coisas que são importantes pra mim e que deixo de lado por inúmeras questões.

Muitas vezes temos a ideia de que nos colocarmos em primeiro lugar não é legal. Essa lógica patriarcal de que nós mulheres somos “cuidadoras por natureza” e que por isso é natural que nos abdiquemos para ajudar os outros é muito cruel. Quando compreendemos que essa ideia furada é um artimanha desse sistema, nos libertamos para nos colocar em primeiro lugar e que não há absolutamente nada de errado nisso.

Dizer não pra pessoas folgada, pra relacionamentos abusivos ou para situações que nos tiram a paz é o melhor SIM que dizemos pra nós mesmas. Quando estabelecemos nossos próprios limites e compreendemos até onde podemos ir, tiramos um peso enorme das nossas costas e não deixamos que outras pessoas estabeleçam qualquer limite pra nós. Isso é libertador!

Só a sensação de pensar que um ano inteiro de sim’s me aguarda é boa demais. E eu espero que você também inaugure um ano em que você, sua saúde física, mental e emocional sejam cada vez mais sua prioridade. Ah, e esse é o tema da semana passada do podcast. Para ouvir clique aqui.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s