Não dá pra ter controle de tudo

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… E como é libertador compreender isso!

Por mais que façamos um planejamento prévio de nossos projetos, pode ser que fatores externos façam com que nossos planos não saiam exatamente como havíamos imaginado. Quando traçamos um caminho é sim mais fácil lidar com situações imprevistas, mas também é preciso aprender a soltar e a se adaptar ao que nos acontece e está fora de nosso controle.

Aprender a confiar na vida e acreditar que tudo concorre para o nosso bem (mas sem aquela ideia de positividade tóxica, por favor!), nos permite lidar melhor quando as coisas não acontecem da forma como gostaríamos. Quando falo que “tudo concorre para o nosso bem” é mais  sobre aproveitarmos que algo não deu certo pra refletir sobre essa determinada coisa, sabe? Nem sempre tudo o que queremos vai rolar e nem sempre tudo o que queremos é de fato legal pra gente. Às vezes é até um livramento! Rs…Então se eu quero muito que uma coisa aconteça mas ela insiste em não rolar, começo a pensar no que pode estar contribuindo para que as coisas não saem como o planejado e a explorar novas possibilidades.

Confiar na vida não significa abrir mão do livre arbítrio, de fazer escolhas e planos, mas compreender que por mais que tenhamos pré-estabelecido uma direção, às vezes é preciso desviar a rota e seguir por outros caminhos que, de alguma maneira nos permitirão viver experiências (algumas incrivelmente boas, outras um tanto desafiadoras) essenciais para nosso aprimoramento.

Na última semana vivi uma experiência que fez com que eu precisasse me adaptar à uma situação inesperada, que aconteceu justamente no dia em que tirei essa foto aí. Tinhamos planejado um bate volta até São Thomé das Letras pra encontrar alguns amigos. Fomos e quase no final do dia erramos o caminho, fomos parar em uma estrada deserta, anoitecendo, chovendo e com isso não conseguimos voltar pra casa. Precisamos esperar até o dia seguinte pra poder pedir um guincho e retirar o carro de onde ele tinha ficado atolado.

Claro que na hora bate um desespero, um medo, uma preocupação pelas coisas estarem “dando errado”, mas depois que já tínhamos resolvido uma certa parte do problema e já havíamos retornado pra cidade, pensei em como talvez era um sinal de que não deveríamos voltar pra casa. Sim, sou a pessoa que busca ver um “sinal” nas coisas como uma forma de tentar entender melhor as circunstâncias. Então se todos estávamos bem, se já tínhamos desenrolado a questão do carro, de que adiantaria eu ficar brigando e me lamentando por esse imprevisto? Não seria um desperdício de energia? Foi um belo exercício de resiliência.

Agir dessa maneira é um aprendizado bem desafiador. Tendemos a querer manter o controle e a desejar que todas as coisas aconteçam exatamente como imaginamos. Muitas vezes dá certo, mas muitas vezes não. E é nesse momento que precisamos manter a tranquilidade e pensar no que pode ser feito diante da circunstância em que nos encontramos. Assim, temos a sensação de que a vida flui com mais leveza apesar dos desafios que podem vir a aparecer em nosso caminho.

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