Seguir em frente, apesar das dúvidas

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Meu coração respirou aliviado quando percebi que não ter certeza das coisas é mais comum do que eu imaginava. Não sei se você concorda, mas às vezes penso que tendemos a achar que nosso problema é único e exclusivo e aí, quando falamos sobre ele com alguém, percebemos que na verdade questões como as nossas costumam assolar muitas outras pessoas e que as indagações que nós temos só mudam de endereço.

Lembro que quando li o livro “como ter uma vida normal sendo louca” da Jana Rosa e da Camila Fremder, pensei: “Meu Deus! Tem gente louca igual a mim! Ufa!” As coisas que elas compartilham naquele livro poderiam ter sido escritas por mim, tamanha semelhança nas neuroses. Foi reconfortante.

E aí que depois de muito pensar a respeito da impermanência das coisas, depois de entender que a vida é realmente esse emaranhado de opções e possibilidades e de ver que outras pessoas se sentem da mesma forma, confesso que passei a me sentir um pouco mais confortável com esse fato. E esse conforto não me deixa acomodada, mas me deixa tranquila em saber que ainda que eu siga meu planejamento, estabeleça metas e trabalhe nelas, talvez as coisas não saiam como eu havia imaginado. E é com essa sensação que quero lidar melhor. Com a sensação de que fiz o que pude, mas que algumas coisas estão além do meu controle.

Pode ser que a impermanência seja exatamente o que precisamos pra entender que podemos recomeçar quantas vezes for necessário. Muitas vezes quando iniciamos algo somos uma pessoa e no meio do processo vamos nos transformando de tal maneira que final dele talvez nem o teríamos começado! Meio louco isso né? Isso rolou comigo quando comecei uma pós graduação em marketing. Logo no meio do primeiro ano do curso tive depressão e síndrome do pânico o que me fez questionar a minha vida em todos os sentidos possíveis, inclusive sobre o que eu estava estudando. Finalizei o curso mas direcionei meu artigo de finalização para levantar a relação entre marketing e consumismo. Foi bacana, no final das contas.

Não existe um destino final, mas um contínuo processo de caminhar. E isso me fez pensar que o segredo está em ir ajustando o passo, o tempo e os planos enquanto a gente anda. De vez em quando é preciso reduzir a velocidade ou aumentá-la. Ou então rola algum problema e precisamos mudar de rota, ou finalizar a viagem antes do esperado… Então, vamos em frente fazendo os ajustes, conhecendo novas pessoas e nos permitindo descobrir novos caminhos.

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