Você não precisa ser produtivo o tempo todo…

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Essa postagem da Isa trouxe a tona uma questão sobre a qual sempre me pego pensando: a necessidade de ser produtivo o tempo todo. Já perceberam como existe uma supervalorização da falta tempo, da vida corrida, de trabalhar até tarde, de não ter tempo pra encontrar os amigos ou pra se divertir? Normalizamos tanto essa “produtividade” que nos sentimos culpados quando não conseguimos render no trabalho ou nos estudos (ou em outros projetos). Quantas pessoas você conhece (e que vivem nesse corre maluco) com sintomas de ansiedade generalizada (e até fazem uso de medicamentos)? Eu conheço muitas!

Confesso que via as pessoas dizendo que estavam trabalhando muito e que quase não dava tempo de fazer as coisas de tanto trabalho que tinham pra fazer e achava isso incrível, afinal, a questão da produtividade é algo que nos foi imposto com sinônimo de sucesso: se você está produzindo muito significa que você está ganhando muito dinheiro e que poderá comprar todas as coisas que quiser e ser feliz. Essa é a lógica do sistema capitalista em que estamos inseridos. Mas estamos percebendo que ser “produtivo demais” na verdade tem um preço muito alto a se pagar.

Quando comecei a ler mais sobre minimalismo e simplicidade voluntária, percebi o ócio e a produtividade de formas muito diferentes e vi que essa corrida na verdade não era algo tão legal assim. É gostoso ver nossos projetos e nosso trabalho tomando forma, mas pra que isso aconteça, pra que nossa criatividade flua e tenhamos energia pra colocar em prática tudo o que desejamos, também precisamos reconhecer a necessidade de pausar (porquê se a gente não para, a vida para a gente). Precisamos desconstruir a ideia de que o ócio é algo ruim. Fazer nada é muito bom e não tem porquê se sentir culpado por tirar um tempo só pra isso. Tirar um tempo pra si é parte do cuidado que se tem pra ter saúde mental num mundo doido que quer exigir 1000% da gente o tempo todo.

Você não precisa se sentir culpado naqueles dias em que as coisas não rendem. Esse é um sinal de que você não é uma máquina e que ao contrário da programação de um robô, existem variáveis externas que interferem nas nossas variáveis internas e por isso nenhum dia jamais é igual ao outro. Tudo muda o tempo todo e isso é parte de ser humano. Trabalhar internamente essa questão nos ajuda a perceber nosso ritmo pessoal e nos ensina a respeitá-lo (e nós mulheres contamos com um extra chamado: ciclo menstrual). A gente não precisa funcionar no mesmo ritmo das outras pessoas e tá tudo bem.

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